Patologias africanas: médicos portugueses estão cada vez mais interessados

Assegurou o bastonário da Ordem de Médicos de Portugal

28 janeiro 2016
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Há cada vez mais interesse de médicos portugueses em conhecerem melhor as patologias africanas, assegurou o bastonário da Ordem de Médicos de Portugal, vontade que considerou enriquecedora para ambos os lados. 
 
José Manuel Silva falou à agência Lusa em Luanda, ao longo da participação no XI Congresso Internacional dos Médicos em Angola.
 
O responsável que moderou o tema sobre "Medidas no uso racional de medicamentos", referiu que as patologias africanas diferem em grande medida das europeias, sendo "interessante" para internos portugueses virem ao continente fazer estágios e manterem contacto com aquelas, "quer em quantidade quer em qualidade". 
 
"Podemos ter aqui um processo de cooperação e de trocas de experiências direcional que é enriquecedor para ambos os lados. A nossa presença aqui é mais uma vez a continuação desta amizade e desta cooperação entre os nossos países e as respetivas ordens dos médicos", referiu.
 
De acordo com José Manuel Silva já tem havido bastante presença de médicos portugueses em países africanos de expressão portuguesa, com destaque para as áreas de pediatria e obstetrícia.
 
O médico e investigador português Manuel Sobrinho Simões partilha a mesma opinião, referindo que a colaboração com os países de expressão portuguesa é uma oportunidade "notável" para a classe médica de Portugal desenvolver a sua capacidade de intervenção. 
 
Segundo o investigador, a experiência que se ganha em África vai capacitar a classe médica portuguesa, quando chamada a atuar em países onde doenças hoje existentes no continente africano começarem a surgir.
 
"Angola representa uma espécie de exemplo do que vai acontecer em muitos outros países que estão agora em desenvolvimento. Eu estou muito otimista sobre a capacidade que Portugal tem de ajudar a resolver problemas que vão ser de muitos outros países emergentes", disse o médico, apontando como exemplos países da América do Sul e a China.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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