Paternidade engorda os homens

Estudo publicado no “American Journal of Men's Health”

04 agosto 2015
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Os homens engordam após serem pais pela primeira vez, independentemente de viverem ou não com os filhos, dá conta um estudo publicado no “American Journal of Men's Health”.
 
Para o estudo os investigadores da Escola de Medicina de Feinberg, nos EUA, acompanharam 10.253 homens desde a adolescência à idade adulta. O índice de massa corporal (IMC) dos participantes foi avaliado em quatro momentos distintos: no início e final da adolescência, no final da adolescência, a meio da década dos 20 e no início dos 30. Cada participante foi categorizado como não sendo pai, pai residente e pai não residente. 
 
Os investigadores analisaram o IMC de cada indivíduo em cada altura distinta e calcularam a média de todas as medições para determinar se a paternidade estava associada ao IMC.
 
O estudo apurou que, em geral, um homem com 1,80 metros que vivia com filhos aumentava cerca de dois quilos, em média, após ter sido pai pela primeira vez. Aquele que não vivia com filhos ganhava cerca de 1,5 Kg em média. Isto representa um aumento de 2,6% e 2% no IMC para os pais residente e não residentes, respetivamente. Pelo contrário, os homens que não tinham sido pais perderam, ao longo do mesmo período de tempo, cerca de 600 gramas. Os investigadores tiveram em conta fatores que poderiam contribuir para o aumento de peso, como idade, raça, educação, atividade diária, tempo despendido a ver televisão e estado civil.
 
“A paternidade pode afetar a saúde dos homens jovens, para além do efeito já conhecido do casamento. Quanto mais peso os pais ganham e quanto maior o IMC, maior o risco de desenvolverem doenças cardíacas, bem como diabetes e cancro”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Craig Garfield.
 
De acordo com o investigador, este aumento de peso pode ser devido a alterações de estilo de vida e hábitos alimentares. “Têm-se novas responsabilidades com filhos e por vezes não se tem tempo para praticar exercício. A família torna-se a prioridade”, disse o investigador.
 
Os hábitos alimentares podem alterar-se uma vez que a casas ficam cheias de bolachas, gelados e outros tipos de alimentos menos saudáveis. "Todos nós conhecemos pais que ‘limpam’ os pratos dos filhos no fim das refeições", refere Craig Garfield. 
 
Uma vez que muitos pais não têm um médico pessoal, os pediatras estão em boa posição para aconselhar os pais a cuidar da sua saúde. Muitos pais pensam que ainda são muito jovens e saudáveis para precisarem de um médico.
 
“Apercebemo-nos agora que a transição para a parentalidade é uma etapa de desenvolvimento importante para a saúde dos homens”, adianta o investigador. No entanto, é necessário que os profissionais de saúde pensem “como podemos ajudar estes homens que estão a criar filhos e que muitas vezes não consultam um médico para si próprios”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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