Pastilhas de nicotina podem aumentar risco de cancro na boca

Estudo da Universidade de Londres

27 abril 2009
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As pastilhas de nicotina, um método usado por muitos para deixar de fumar, podem aumentar o risco de cancro oral, revela um estudo publicado na “Public Library of Science One” (PLoS One).

 

A investigação liderada por Muy-Teck Teh, da Universidade de Londres, mostrou que a acção da nicotina presente nas gomas de via oral pode afectar as células da boca que, já por si, possuem uma mutação potencialmente cancerígena.

 

No estudo, foram avaliadas as funções de um gene denominado FOXMI no cancro da boca. A mutação intensifica a actividade desse gene, algo que ocorre em muitos tipos de tumores, explicaram os especialistas. "Se uma pessoa tem uma lesão na boca com níveis elevados do FOXMI e se expõe à nicotina, pode aumentar o risco de desenvolver o tumor", explicou Teh.

 

Contudo, continua o especialista, "nem o nível elevado do gene nem a nicotina são capazes, por si só, de desencadearem um processo cancerígeno, mas se estiverem juntos, o efeito pode conduzir à doença".

 

"O problema reside no facto de os fumadores, devido ao hábito, já correrem riscos de cancro oral e possivelmente alguns deles sofrerem de lesões orais sem terem conhecimento".

 

Apesar do possível risco registado pelos investigadores, Teh não incentiva as pessoas a parar de usar o método dado que, segundo o cientista, fumar é muito mais perigoso. "É importante que as pessoas consultem um médico e não abusem dos produtos, cumprindo o período normal de uso recomendado (cerca de seis meses)", explicou o especialista ao jornal britânico “Times”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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