Passar menos tempo sentado pode ajudar condição geral de idosos

Resultados de estudo publicados no “Health Education & Behavior”

10 abril 2015
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Passar menos tempo sentado pode ajudar idosos a melhorar tanto o seu estado físico como mental, revela um estudo piloto levado a cabo pelo Instituto de Investigação de Saúde de Grupo, dos EUA.
 
De acordo com Dori Rosenberg, líder do estudo, a maioria dos idosos passa uma média de 8,5 horas do dia em que estão despertos numa posição sentada ou deitada. A quantidade de tempo gasto numa destas posições tem sido associada a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e morte, mesmo se a pessoa estiver fisicamente ativa noutras alturas do dia.
 
O estudo, denominado “Faça Pausas Ativas de Estar Sentado” (“Take Active Breaks from Sitting”), consistiu em “treinar” adultos com mais de 60 anos a passar menos tempo sentados – neste caso, uma média de menos 27 minutos por dia. 
 
Cada participante no estudo recebeu uma chamada de um profissional de saúde cinco vezes durante oito semanas. Os profissionais usavam técnicas motivacionais para encorajar os participantes a estabelecer metas pessoais que envolvessem sentar-se menos tempo e movimentar-se mais.
 
Os participantes registaram a sua perceção do tempo que passavam sentados. Além disso, tanto antes, como durante, como ainda no final do estudo, os participantes usaram dois aparelhos durante uma semana para registar o tempo que passavam efetivamente sentados. Todos os participantes receberam ainda gráficos com informação acerca destas medições. 
 
Na recolha de opiniões junto dos participantes, estes consideraram os gráficos com informação como a ferramenta mais útil, seguida dos telefonemas dos profissionais.
 
No final do estudo, a recolha de opiniões revelou que os participantes se sentiram mais capazes de realizar tarefas do dia-a-dia. Os dados sugeriram também que o “treino” fez com que os participantes passassem a caminhar mais depressa e apresentassem menos sintomas de depressão.
 
“Não temos a certeza de que as pessoas mais velhas possam melhorar a sua saúde ao reduzir o tempo que passam sentadas”, refere Rosenberg. Apesar de a investigadora afirmar que ainda será necessário realizar ensaios aleatorizados, o que nunca foi feito com idosos, este estudo piloto constitui um primeiro passo nesse sentido.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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