Partos em casa quase duplicaram em Portugal

Risco de mortalidade é alvo de alerta

27 setembro 2013
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Em menos de uma década, o número de partos realizados em casa quase duplicou em Portugal. O estudo apresentado esta semana em Lisboa refere no entanto que estes nascimentos não ultrapassam um por cento do total.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que entre 2000 e 2008, o número de nascimentos fora dos hospitais passou de 480 para quase 900, de acordo com a análise da natalidade e mortalidade infantil da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
 

Xavier Barreto lembrou que a mortalidade infantil é “sempre mais elevada” nos partos ocorridos no domicílio.
 

A ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, também, lamentou “estas orientações e modas” dos partos em casa, sublinhando que “são de um risco muito grande” e uma “prática grave”.
 

A pediatra lembrou ainda que, no ano passado, a australiana Caroline Lovell, uma das grandes defensoras dos partos no domicílio, morreu ao dar à luz a sua filha, na sequência de complicações cardíacas.
 

“Devemos continuar a defender o parto hospitalar”, afirmou Ana Jorge, sublinhando os bons indicadores que Portugal conquistou nas últimas décadas na diminuição da mortalidade infantil e materna.
 

A taxa de mortalidade infantil registou o seu mínimo histórico em 2010, com 2,5 óbitos por mil nascimentos, mas em 2011 a tendência de queda veio inverter-se, quando se passou para 3,1 mortes por mil. Em 2012, a taxa de natalidade voltou a subir, para 3,4 óbitos em mil nascimentos.
 

Assim, em 2011 houve 302 mortes em 96.856 nascimentos, enquanto no ano passado se registaram 303 óbitos em 89.841 nascidos.
 

Relativamente ao aumento da mortalidade em 2011, face ao ano anterior, a DGS refere que poderá ser explicado pela prematuridade e baixo peso à nascença, embora a mortalidade fetal e pós-neonatal tenha diminuído.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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