Partos em casa com maior mortalidade neonatal

Estudo publicado no “American Journal of Obstetrics and Gynaecology”

04 julho 2010
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As mulheres que têm partos em casa recuperam mais facilmente mas correm um maior risco de o bebé morrer, conclui um estudo publicado no “American Journal of Obstetrics and Gynaecology”.

 

Para este estudo, os investigadores da Maine Medical Center, em Portland, EUA, recolheram os resultados de vários estudos realizados nos EUA e na Europa que continham informações sobre partos em casa e no hospital, incluindo dados da morbilidade e mortalidade referentes à mãe e ao bebé. No total, os autores do estudo analisaram 342.056 partos domiciliares planeados e 207.551 partos no hospital.

 

O líder da investigação, Joseph R. Wax, afirmou à EurekAlert que “as mulheres que escolhem o parto em casa, particularmente as que tiveram uma gravidez de baixo risco e que já tinham dado à luz anteriormente, têm partos com menor morbilidade e intervenção médica do que aquelas que têm partos nos hospitais.”

 

No entanto, o estudo revelou que estes benefícios aparentes estão associados a uma duplicação da taxa global de mortalidade neonatal e uma triplicação da taxa de mortalidade neonatal entre os bebés que nascem sem anomalias congénitas. Os investigadores constataram que as mortes que ocorriam nos partos em casa estavam relacionadas com problemas respiratórios durante o parto e com falta de ressuscitação.

 

O estudo também demonstrou que as mulheres que têm partos em casa são submetidas a menos intervenções médicas, nomeadamente anestesia epidural, monitorização da frequência cardíaca do bebé, etc. Por outro lado, estas mulheres sofriam menos infecções, lacerações perineais e vaginais, hemorragias e placentas retidas. Os dados mostraram também que os nascimentos em casa são caracterizados por uma menor frequência de bebés prematuros e de bebés com baixo peso.

 

Os editores da “American Journal of Obstetrics and Gynaecology” defendem que “este estudo apoia a segurança dos partos em casa para a mãe. No entanto, levanta sérias preocupações sobre o aumento do risco de parto em casa para o recém-nascido.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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