Parto sem presença do pai é melhor

Mulher é melhor companhia para grávida

11 dezembro 2003
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A altura do parto tem sido vista de modos muito diferentes ao longo dos tempos. Se em tempos mais distantes, o futuro pai era um «obstáculo» na altura em que a mulher dava à luz e esperava a chegada do filho fora do quarto, agora os tempos mudaram. Hoje em dia é possível ao homem acompanhar todo o processo, inclusive todos os minutos do nascimento.
 

 

Mas, segundo um estudo recente, os pais de crianças por nascer podem não ser os melhores acompanhantes para uma mulher em trabalho de parto. Diz o estudo realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá, que as mães que com o apoio contínuo de uma mulher com experiência têm menor probabilidade de precisar se submeter a uma cesariana ou de analgésicos fortes para reduzir a dor.
 

O estudo contraria a tendência actual de incentivar os homens a acompanhar o nascimento de seus filhos. O trabalho sugere ainda que as mães que contam com a presença contínua de mulheres experientes tendem a ter um clima mais positivo durante o trabalho de parto do que as que são acompanhadas pelo pai da criança.
 

Especialistas britânicos dizem que muitas vezes os pais ficam muito nervosos durante o trabalho de parto. O hábito de o pai participar do parto é relativamente novo. Em décadas passadas, o mais comum era a mulher que dava à luz ser acompanhada pela mãe ou uma irmã mais velha.
 

 

«Alguns homens ficam aterrorizados com todo o processo e a última coisa de que se precisa numa sala de parto é medo», diz Jasmine Birtles, de uma agência de doulas britânica. As doulas são mulheres contratadas pelas grávidas que, embora não tenham conhecimento de medicina, participam no parto para dar apoio à mãe. É condição determinante que tenham tido pelo menos um filho.
 

 

Os investigadores canadianos também constataram no seu estudo que muitas mulheres são incentivadas a optar por cesarianas ao primeiro sinal de dificuldades no trabalho de parto. O incentivo, feito por médicos muito cautelosos, acontece mesmo quando ainda há a possibilidade de se realizar um parto normal.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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