Parto prematuro: fator de risco genético descoberto

Estudo publicado no “Journal of Experimental Medicine”

09 maio 2014
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Investigadores americanos descobriram um fator de risco genético associado ao parto prematuro. O estudo publicado no “Journal of Experimental Medicine” dá conta que o fator de risco está associado a um gene que codifica uma proteína que ajuda as células do sistema imune a reconhecer e combater a bactéria Streptococcus do grupo B.
 

O Streptococcus do grupo B pode ser encontrado na vagina ou no trato gastrointestinal inferior de cerca de 15 a 20% das mulheres saudáveis. Contudo, este pode também causar infeções fatais, como a sepsis ou meningite do recém-nascido.
 

“O nosso estudo explica por que motivo algumas mulheres e bebés apresentam um elevado risco de serem infetados por esta bactéria”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos coautores do estudo, Victor Nizet.
 

Os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, identificaram duas proteínas na membrana fetal da placenta que estão envolvidas na função imune. Uma das proteínas, a Siglec-5, liga-se ao patogénio e suprime a resposta imune contra a bactéria. Por outro lado, a outra proteína, a Siglec-14, liga-se ao Streptococcus e ativa a sua morte.
 

“Um das proteínas diz ao organismo para atacar o agente patogénico e a outra diz para não o combater”, refere o líder do estudo, Raza Ali. Os investigadores acreditam que este par de proteínas ajudam assim a equilibrar a resposta do sistema imunológico contra os patogénios, direcionando a resposta antimicrobiana sem provocar inflamação excessiva.
 

O estudo apurou que o gene que codifica a Siglec-14 está ausente em alguns indivíduos. Foi constatado que as mulheres cujos fetos não expressam este gene apresentam um risco elevado de parto prematuro, possivelmente devido ao desenvolvimento de uma resposta imune desequilibrada.
 

Os cientistas acreditam que a identificação dos mecanismos de ação da proteína Siglec podem ajudar no desenvolvimento de alvos terapêuticos capazes de combater infeções bacterianas que estão a tornar-se cada vez mais resistentes aos antibióticos e que podem ter também implicações importantes noutras doenças, tais como doenças crónicas e infeções por HIV.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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