Parto na água dói menos

Mães pela primeira vez são as mais beneficiadas

02 fevereiro 2004
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Dar à luz dentro de água é uma prática utilizada por muitas mulheres, especialmente dos países nórdicos, onde existem estruturas de saúde que possibilitam esta prática. Mas, segundo um estudo recente, as mulheres que têm o seu primeiro filho na água têm menor probabilidade de usar drogas para conter a dor.O uso da piscina na primeira fase do parto diminui a necessidade de injecções epidurais, de acordo com a equipa da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha. O estudo, publicado no site do British Medical Journal, sugere que as mulheres possam ter os benefícios de um parto na água mesmo que o final do processo não aconteça na piscina. Alguns especialistas temem os partos ocorridos inteiramente na água, dado poderem trazer mais riscos para o bebé.Os investigadores compararam dois grupos de mães em trabalho de parto pela primeira vez. Todas estavam a ter partos demorados. Cerca de metade das mulheres foi mergulhada na água durante a primeira fase do parto.O estudo mostrou que das 49 mulheres que foram imersas na água, metade precisou de injecção epidural, enquanto dois terços das 50 mulheres do outro grupo precisaram da droga.Nos partos com água houve menor necessidade de intervenção médica para ajudar as contracções e, de maneira geral, as mulheres disseram estar mais confortáveis. Apesar de requererem menos intervenções médicas, os partos das mulheres imersas na água não foram mais demorados do que os partos no outro grupo.Para Elizabeth Cluett, da Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia da Universidade de Southampton, coordenadora do estudo, o estudo contradiz a teoria de que os partos com água e sem drogas para induzir as contracções seriam mais demorados. «Sabemos que as mulheres que dão à luz pela primeira vez ficam muito stressadas. Isso causa mudanças hormonais e torna o processo ainda mais demorado», explicou a especialista. O estudo mostra que colocar as mulheres na água produz um efeito de relaxamento e diminui a dor. «E esperamos que os resultados dos estudo ofereçam às mães a opção de um parto sem a intervenção do obstetra», apontou. Os resultados da investigação foram bem recebidos pela entidade britânica National Childbirth Trust, que se dedica a promover estudos sobre o assunto.Mary Newburn, que trabalha para a organização, disse que o parto dentro de água traz múltiplos benefícios, nomeadamente, a redução do uso de drogas, que atravessam a placenta, tornam o bebé mais sonolento e dificultam a amamentação. Alguns especialistas, no entanto, dizem que o uso da água durante todo o processo do parto não é boa ideia. Um estudo feito recentemente na Nova Zelândia revelou quatro incidentes em que os bebés quase morreram afogados.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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