Parto induzido aumenta risco de autismo

Estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics”

16 agosto 2013
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As mulheres grávidas cujos partos são induzidos ou acelerados podem ter um risco maior de dar à luz uma criança com autismo, sugere um estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics”.
 

Acelerar o parto tem benefícios para as mulheres que se encontram em condições que colocam em risco a sua saúde ou do bebé. A indução do parto consiste na estimulação das contrações antes do início do trabalho de parto e o parto acelerado envolve o aumento da força, duração ou frequência das contrações durante o parto, procedimentos estes que têm ajudado na prevenção de complicações.
 

Estudos anteriores já tinham sugerido que a indução do parto poderia aumentar o risco de autismo. No entanto, estes estudos produziram resultados inconsistentes, para além de terem contado com um número pequeno de participantes.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Michigan, nos EUA, analisaram o registo de 625.042 nascimentos, tendo apurado que 1,3% dos rapazes e 0,4% das raparigas tinham autismo diagnosticado. Independentemente do sexo das crianças, a percentagem de mães que tinha tido um parto induzido era maior nas crianças com autismo, comparativamente com as saudáveis.
 

Os resultados sugerem que o parto induzido ou acelerado foi associado a um risco 35% maior de os rapazes desenvolverem autismo, comparativamente com os partos naturais. Por outro lado, apenas o parto acelerado aumentou o risco de desenvolvimento de autismo nas crianças do sexo feminino.
 

O líder do estudo, Simon G. Gregory, refere que o maior risco de autismo associado ao parto induzido ou acelerado é similar a outros fatores de risco da doença já conhecidos, nomeadamente a idade avançada da mãe ou o nascimento antes das 34 semanas de gestação.
 

Apesar de estes resultados serem interessantes, uma outra autora do estudo, Marie Lynn Miranda, refere que “são necessários mais estudos para diferenciar as possíveis explicações para esta associação”.
 

“Estes dados têm de ser equilibrados com o facto de haver claros benefícios associados ao parto induzido e acelerado. A indução do parto, especialmente para as mulheres com gestações avançadas ou com condições médicas como diabetes ou pressão arterial elevada, diminui significativamente risco de nado morto”, acrescentou a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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