Parteiras portuguesas querem prescrever medicação e exames de vigilância

Tema abordado na 3.ª Conferência das Parteiras Europeias

23 novembro 2010
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As enfermeiras parteiras portuguesas vão exigir que a Ordem dos Enfermeiros contemple a autonomia destas profissionais especializadas para prescreverem medicamentos e exames na área da vigilância pré-natal e pós-parto em casos de gravidez considerada normal.

 

Esta reivindicação foi um dos temas da 3.ª Conferência das Parteiras Europeias (EMA - European Mildwives Association) e da Associação de Enfermeiros Obstetras, que decorreu no fim-de-semana passado no Funchal, com a participação de cerca de uma centena destes profissionais de saúde de 23 países.

 

Em entrevista à agência Lusa, a presidente da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras, Dolores Sardo, referiu que se tratam de profissionais especializados que querem “assumir na plenitude a vigilância pré-natal, pois vêem relegado para segundo plano este conhecimento, sendo as mulheres vigiadas por enfermeiros e médicos de família, pessoas sem formação específica nesta área”.

 

“Quando falamos de prescrição, não queremos ser médicos, mas enfermeiros especialistas que, à semelhança de outros colegas de países europeus, têm autonomia para prescrever determinados medicamentos, exames, protocolos de ecografias e drogas protocoladas, necessários à vigilância da gravidez normal, sem patologia”, explicou ainda a especialista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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