Parkinson: maior efeito de placebo com fármacos dispendiosos

Estudo publicado na revista “Neurology”

02 fevereiro 2015
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Os fármacos para combater os sintomas da doença de Parkinson têm tendência a exercer um efeito de placebo, devido às expectativas dos pacientes. O preço do fármaco poderá também ser um fator de maiores expectativas de melhoramento dos sintomas daquela doença, indica um novo estudo.
 

O autor do estudo, Alberto Espay, da American Academy of Neurology e docente de Neurologia do Instituto de Neurociências da Universidade de Cincinnati, EUA, explica que “as expectativas dos pacientes desempenham um papel importante na eficácia dos seus tratamentos e o efeito placebo tem vindo a ser bem documentado, especialmente em pessoas com a doença de Parkinson”.
 

O objetivo deste estudo consistia em ver se “as perceções das pessoas relativamente ao custo do fármaco que receberam afetariam a resposta ao placebo”, elucidou o autor principal do estudo.
 

Para o estudo foram recrutados 12 doentes com Parkinson, que foram submetidos a diversos exames médicos antes e após o ensaio clínico, com placebos. Foram avaliadas as competências motoras (movimentos afetados pela doença), bem como a atividade cerebral dos participantes.
 

Os participantes foram informados que tomariam duas injeções para a doença, com fórmulas diferentes para o mesmo fármaco e que a segunda toma deveria ser administrada após a cessação dos efeitos da primeira.
 

As imagens produzidas por ressonância magnética demonstraram uma atividade cerebral semelhante à verificada noutro estudo em que tinha sido utilizado o fármaco levodopa para o tratamento dos sintomas de Parkinson.
 

Como resultado, foi verificado nos participantes que acharam ter recebido o fármaco mais caro um melhoramento no desempenho motor de 28% do que quando tinham recebido o fármaco mais barato.
 

Relativamente ao efeito placebo demonstrado por este estudo, Alberto Espay comenta que “se conseguirmos encontrar estratégias para utilizar o efeito do placebo para aumentar os benefícios dos tratamentos, poderíamos potencialmente maximizar o benefício do tratamento e reduzir a dose dos fármacos necessários e possivelmente reduzir os efeitos secundários”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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