Parar de fumar depende de vários factores

Estudo demonstra que largar o vício varia de acordo com raça, idade e nível social

28 julho 2002
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Diz a maioria dos fumadores que uma das maiores vitórias na vida será deixar de fumar. Mas, na verdade, factores como raça, nível educacional e idade podem influir no sucesso desta proeza.
 

 

Segundo um novo estudo norte-americano cerca de 70 por cento dos adultos que fumam gostariam de largar o vício, mas apenas 41 por cento conseguiram deixar o hábito ao menos por um dia. A variação percentual de êxito foi significativa entre grupos étnicos e económicos pesquisados pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
 

 

Entre os brancos, 51 por cento dos fumadores deixaram o hábito com sucesso. Ao invés, apenas 37 por cento dos negros tiveram o mesmo resultado.
 

 

A mesma disparidade foi demonstrada no que diz respeito à distribuição dos rendimentos auferidos. Quase metade das pessoas pesquisadas - que estava acima da linha de pobreza - conseguiram largar o cigarro, mas apenas um terço das que estavam abaixo dessa linha tiveram êxito.
 

 

No entanto, diferenças semelhantes foram vistas com base também no nível educacional. O relatório – baseado nas respostas de 32.374 norte-americanos adultos – argumenta que essas diferenças são em parte devidas ao acesso a tratamentos ou programas que facilitam deixar o vício.
 

 

Programas de acção
 

 

Garantir o acesso da população a programas de tratamento de tabagismo é a principal conclusão deste estudo. Autoridades de saúde norte-americanas esperam reduzir o número de fumadores a 12 por cento até 2010.
 

 

Os autores do estudo enfatizam que um programa abrangente de controlo do tabaco poderia ajudar a diminuir o número de fumadores. Os investigadores pedem ainda a criação de fundos públicos de tratamento e campanhas mais fortes que tornem o hábito de fumar menos atraente.
 

 

Dados do National Health Interview Surveys mostram que durante um período de 35 anos, de 1965 a 2000, a percentagem de adultos fumadores caiu regularmente, de 42 por cento para 23 por cento.
 

 

O declínio engloba todas as etnias e quase todos os grupos etários. Uma excepção foram os adultos entre 18 e 24 anos, que atingiram o nível mais baixo do vício em 1991, e desde então cresceu três pontos, para atingir 26 por cento. O grupo que apresentou percentagem mais baixa de fumadores é o de adultos acima de 65 anos, com apenas 10 por cento.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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