Parapsicologia ainda vai ser ramo da ciência

Defende o presidente da Bial

25 março 2014
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A comunidade científica deixou de ser “tão” preconceituosa face à parapsicologia, referiu o presidente da Fundação Bial que, acredita que esta ainda vai ser reconhecida como ramo da ciência.
 

“Durante o século XX, ou grande parte dele, houve pouca investigação científica na área da parapsicologia e, em paralelo, houve algum misticismo e negócio em torno da ignorância das pessoas, o que descredibilizou um pouco a área”, disse à agência Lusa, Luís Portela.
 

Na sua opinião, a parapsicologia vem “paulatinamente” a progredir e conquistar terreno na área da ciência, sendo já acolhida como uma disciplina científica.
 

De acordo com Luís Portela, a ciência deve “arregaçar as mangas” e investir “forte” no esclarecimento espiritual da humanidade, investir na investigação, levantar o véu da ignorância e procurar a verdade “pura e simples”. Esse sempre foi, é e continuará a ser o caminho que a ciência terá de fazer, acrescentou.
 

“Continuo convencido de que muitos dos fenómenos que são atribuídos como fantásticos são meras fantasias, mas também de que nós temos disponível uma forma de energia característica e fantástica para aquilo que até agora conhecemos e que, se colocada ao nosso serviço, se bem atualizada pela humanidade, pode permitir uma forma melhor de viver, uma forma de enquadramento harmonioso a nível universal de respeito pelo próprio, pelo outro e pelo universo”, frisou.
 

Luís Portela acredita que, hoje em dia, o preconceito para com a parapsicologia está a desaparecer  “O preconceito será ainda menor quando um número maior de investigadores na área da parapsicologia fizer um bom trabalho, seja respeitado e publicável nos mais diversos sítios”, frisou.
O presidente da fundação lembrou que na parapsicologia já não há só psicólogos, mas médicos, físicos e matemáticos. Na sua opinião, nas últimas décadas, há uma interligação cada vez maior entre a parapsicologia e neurociência.
 

Entre 26 a 29 de março, a Fundação Bial realiza o 10.º Simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, no Porto, e vai discutir a criação de interfaces entre a atividade mental e computadores ou meios mecânicos, tais como robots.
 

Lançando a discussão em torno das “Interações Mente-Matéria” e da nova área de investigação das interfaces cérebro-máquinas, o simpósio tem implicações que vão muito para além da esfera científica, e que contemplam questões de ordem ética, clínica e social.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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