Paramédicos poderiam administrar fármacos a vítimas de AVC

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

04 março 2015
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Os paramédicos deveriam ter a possibilidade de administrar fármacos salva-vidas às vítimas de acidente vascular cerebral (AVC) antes da chegada ao hospital, indica um novo estudo.
 
Na eminência de um AVC, a função do paramédico é perceber qual é o problema do paciente e fazê-lo chegar ao hospital o mais rapidamente possível. É crucial um diagnóstico exato de forma a determinar se o mesmo é um AVC isquémico ou um AVC hemorrágico. A possibilidade de retorno a uma vida normal depende da rapidez com que o paciente recebe fármacos para retomar o fluxo sanguíneo na parte afetada.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, procurou determinar a possibilidade de redução do período de tempo entre o episódio de AVC e o tratamento, através da administração dos fármacos corretos pelos paramédicos antes de os pacientes receberem tratamento hospitalar.
 
A equipa contou com 1.700 pacientes suspeitos de terem sofrido um AVC aos quais foi dado, de forma aleatória, um placebo ou sulfato de magnésio no intervalo de duas horas após o evento.
 
Após terem avaliado o estado do paciente, os paramédicos telefonavam a neurologistas para decidir se aquele paciente poderia participar no estudo. 
 
O estudo demonstrou que 74,3% dos pacientes puderam receber um fármaco no espaço de 60 minutos após ter sucedido o AVC. O fármaco sulfato de magnésio não operou melhorias no estado do paciente em comparação com o placebo. No entanto, os investigadores notam que existem muitos outros fármacos que parecem promissores para esta doença e que poderão ser testados no âmbito deste protocolo.
 
“O achado mais importante neste estudo foi o facto de a medicação poder ser administrada no espaço da “hora crítica” após o desencadeamento dos primeiros sintomas de AVC, quando existe a maior proporção de cérebro para salvar”, comenta Jeffrey Saver, diretor do Centro Integrado para o AVC da Universidade da Califórnia, Los Angeles, e um dos autores do estudo
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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