Paragem na Linha Saúde 24 com grande adesão

Funcionários fazem balanço positivo

07 janeiro 2014
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Os funcionários da Linha Saúde 24 fizeram uma paragem nos serviços de 24 horas no passado 4 de janeiro que teve uma “adesão irrefutavelmente expressiva”, afirmou a agência Lusa.
 
Segundo um comunicado, a paragem provocou uma “perturbação severa no funcionamento do serviço”, e os funcionários consideram que o balanço do protesto foi positivo.
 
“Parámos para avançar, com a certeza de que nunca recuaremos na defesa da nossa dignidade e na luta intransigente contra os despedimentos e contra a humilhação. Mostrámos a nossa força, mostrámos a nossa preocupação, mostrámos que mesmo votados ao esquecimento do Ministério da Saúde e da Direção Geral de Saúde, e à incompreensível lentidão processual da Autoridade das Condições de Trabalho, não baixamos os braços perante os despedimentos sumários e ameaças constantes”, afirmaram.
 
Os trabalhadores explicam que esta paragem representou um apelo à tutela para que corrija a “ilegalidade flagrante que há anos decorre na Saúde 24”, uma ilegalidade que, garantem, está a custar o emprego aos enfermeiros que foram o suporte da linha e que está a “perigar a qualidade e credibilidade” deste serviço.
 
Estes funcionários consideram que se “está a permitir que publicamente, e no âmbito do serviço público, se cometam crimes de coação e ameaça, perpetuados por mandatados da administração”.
 
No comunicado, ao qual a agência Lusa teve acesso, os trabalhadores dizem que a empresa LCS, concessionária do serviço, não adiantou passos para uma negociação, mantendo uma postura de recusa negocial e recorrendo “a todas as estratégias para manter o funcionamento da Linha Saúde 24, colocando no atendimento Supervisores do serviço (exercendo funções que não desempenham habitualmente), negligenciando procedimentos de qualidade habituais e coagindo enfermeiros a comparecer no local de trabalho, sob pena de despedimento sumário”.
 
No entanto, asseguram que continuam a aguardar por uma resposta imediata da administração da LCS, do Ministério da Saúde e da Autoridade para as Condições do Trabalho, não descartando “novas ações de luta, endurecidas na medida da persistência deste silêncio”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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