Paragem cardíaca: Massagem sem boca-a-boca é mais aconselhável

Trabalho publicado na “The Lancet”

21 maio 2007
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Em caso de Paragem Cardíaca fora de uma estrutura médica, a massagem cardíaca externa, sem respiração boca-a-boca associada, pode ser a melhor técnica a empregar, segundo um estudo publicado recentemente na revista médica britânica “The Lancet”.
 

 

Após terem analisado as taxas de sobrevivência de mais de quatro mil adultos vítimas de Paragem Cardíaca em presença de testemunhas sem formação médica na região de Kanto, no Japão, os investigadores consideram ser "preferível" apenas ser feita a massagem cardíaca externa (ou compressão torácica).
 

 

Os resultados do estudo "SOS-Kanto", não mostraram "qualquer benefício ligado ao acrescento da ventilação por boca-a-boca" em caso de paragens cardíacas fora de um quadro hospitalar, concluiu a equipa liderada por Ken Nagao, do Hospital Universitário de Nihon, Japão.
 

 

O estudo ressalva, no entanto, que os resultados não dizem respeito a paragens respiratórias após afogamento ou após ter havido um consumo abusivo de uma droga ou de um medicamento.
 

 

"Este resultado deve conduzir a uma mudança das directivas", sublinha Gordon Ewy, da University of Arizona, EUA, num comentário publicado na revista “The Lancet”, revelando que o "boca-a-boca" pode salvar alguém que esteja em Paragem Respiratória".
 

 

No que respeita a Paragem Cardíaca, "sabemos agora que a respiração artificial pode não só ser inútil como pode também ser prejudicial", refere o médico em comunicado. Quando uma só pessoa alterna boca-a-boca e massagem cardíaca, como era aconselhado até hoje, existem "longas "interrupções" na massagem cardíaca externa.
 

 

É de notar que a taxa de sobrevivência é mais elevada quando "o sangue tem um fraco teor de oxigénio, mas continua a circular no corpo graças às compressões torácicas contínuas, do que quando o sangue tem um teor elevado de oxigénio mas não circula bem devido às interrupções das compressões torácicas", afirma o médico.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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