Paragem cardíaca: 38 minutos de reanimação melhoram sobrevivência

Estudo apresentado nas sessões da American Heart Association

20 novembro 2013
  |  Partilhar:

A realização da reanimação cardiopulmonar (RCP) ao longo de 38 minutos ou mais pode aumentar as probabilidades de sobrevivência de um indivíduo sobreviver a uma paragem cardíaca, dá conta um estudo apresentado nas sessões científicas da American Heart Association de 2013.
 

A paragem cardíaca ocorre quando os impulsos elétricos do músculo cardíaco ficam rápidos ou caóticos, provocando uma súbita paragem. De acordo com a American Heart Association, cerca de 80% destas paragens ocorrem anualmente fora do ambiente hospitalar e menos de 10% das pessoas consegue sobreviver.
 

Estudos anteriores já tinham comprovado que o retorno precoce da circulação espontânea é importante para que as pessoas sobrevivam a uma paragem cardíaca sem danos nas funções cerebrais. No entanto, tem sido pouca a investigação que se tem focado no período entre a paragem cardíaca e qualquer retorno da circulação espontânea.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Tóquio, no Japão, decidiram analisar quanto tempo passava entre o colapso dos sobreviventes e o retorno da circulação espontânea e quanto a função cerebral estava preservada um mês mais tarde.
 

Os sobreviventes foram considerados ter uma função neurológica normal caso estivessem alerta e fossem capazes de retornar às suas atividades normais, ou se tivessem uma incapacidade moderada que lhes permitia trabalhar a tempo parcial ou fazerem parte das suas atividades diárias independentemente.
 

O estudo apurou que o tempo entre o colapso e o retorno à circulação espontânea para aqueles com uma boa função neurológica foi de 13 minutos, comparativamente com os que sofreram danos cerebrais severos. Após terem ajustado outros fatores que poderiam afetar os resultados neurológicos, os investigadores descobriram que a probabilidade de sobreviver a uma paragem cardíaca, fora do ambiente hospitalar, sem danos cerebrais severos, diminuía 5% por cada 60 segundos que passem antes da circulação espontânea ser restaurada.
 

Com base na relação entre resultados cerebrais favoráveis e o tempo desde o colapso e o retorno da circulação espontânea, os investigadores calcularam que a realização de RCP ao longo de 38 ou mais minutos era o aconselhado.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.