Para-suicídio cresce entre as raparigas até 25 anos

Conflitos interiores levam a chamada de alerta

03 outubro 2002
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Cada vez mais jovens portugueses, sobretudo raparigas com menos de 25 anos, procuram o para-suicídio, tentativa de suicídio sem visar a morte, por não conseguirem gerir os seus próprios conflitos.
 

 

O alerta foi deixado pelo psiquiatra e presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, Carlos Braz Saraiva, em declarações à Lusa à margem das IV Jornadas sobre Comportamentos Suicidários, que decorrem no Luso, Mealhada, até sábado.
 

 

Segundo dados epidemiológicos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), os para-suicídios atingem, na faixa etária até aos 25 anos, uma taxa de 600 casos/ano por cada 100 mil habitantes.
 

 

Ainda segundo dados dos HUC, um em cada 40 para-suicídios acaba mesmo em suicídio "por insistência das vítimas".
 

 

Na perspectiva de Carlos Saraiva, os comportamentos para- suicidários "espelham a existência de uma doença de afectos onde o corpo é protagonista".
 

 

Para o psiquiatra, trata-se de um "fenómeno social, de cultura e personalidade" que, na última década, registou um aumento de 25%.
 

 

Fonte: Lusa
 

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