Papel do farmacêutico na desabituação tabágica

Dados da Associação Nacional de Farmácias

31 janeiro 2008
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A desabituação tabágica feita com acompanhamento farmacêutico conseguiu uma taxa de sucesso de 69%, revela um estudo publicado no site da Associação Nacional de Farmácias (ANF).
 

 

Estes dados resultam da campanha “Não fume, nós ajudamos”, promovida entre Maio e Setembro de 2006, e à qual aderiram 1433 farmácias, recrutando um total de 1202 fumadores, dos quais 57,6% do sexo masculino.
 

 

Os indivíduos abrangidos apresentavam idades extremadas entre um mínimo de 18 e um máximo de 85 e uma média etária de 41 anos.
 

 

Em média, decorreram quatro dias entre a data do recrutamento e o chamado “dia D”, aquele em que deixaram de fumar, com um mínimo de zero dias (a decisão tomada de imediato) e um máximo de 11. Três meses depois, a percentagem de ex-fumadores que continuava sem fumar era de 69,3%, mas nesta variável foram considerados dois outros cenários: o pior (considerando como fumadores os utentes para os quais não havia registo aos três meses) aponta para uma taxa de efectividade de 19,1%, enquanto o melhor (considerando como não fumadores os utentes sobre os quais não há registo aos três meses) dá uma taxa de efectividade máxima de 91,5%.
 

 

Dos 499 utentes que deixaram de fumar em algum momento, 122 fumavam aos três meses após o recrutamento, o que corresponde a uma taxa de recaídas na ordem dos 24,5%.
 

 

Perante estes dados, refere o site da ANF, é possível concluir que “a intervenção farmacêutica na cessação tabágica pode ter resultados positivos ao nível da decisão de deixar de fumar, bem como na manutenção da cessação”.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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