Pandemia de gripe poderá matar 100 milhões

Conjugações de vírus são imprevisíveis

02 dezembro 2004
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 A combinação do vírus da gripe das aves com o da gripe humana poderá matar «até 100 milhões» de pessoas em todo o mundo em algumas semanas, disse o director regional da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a Direcção--Geral de Saúde (DGS), no caso de se vir a verificar uma pandemia global «Portugal tem um plano de contigência formulado para resolver este tipo de questões».Francisco George, subdirector da DGS, disse ao DN que «ninguém sabe, em rigor, quando surgirá a próxima pandemia». E adiantou que «a ser verdade, temos hoje meios - como medicamentos anti-virais e vacinas - que não tínhamos no século XX».Shigeru Omi, da OMS em Manila, afirmou numa visita a Hong Kong que «as avaliações mais prudentes apontam para entre sete e dez milhões de mortos, mas o máximo poderá ser 50 milhões ou até, no pior dos cenários, 100 milhões». O vírus da gripe da aves (H5N1), que atinge sobretudo as aves de capoeira embora já tenha sido responsável pela morte de 32 pessoas na Ásia, vai transformar-se mais cedo ou mais tarde numa pandemia humana, garantiu o responsável. A capacidade do vírus H5N1 de se propagar aos felinos e porcos mostrou que a doença se poderá converter numa estirpe com capacidade de contaminar o homem. Shigeru Omi afirmou que «isso vai acontecer», que a propagação poderá ser rápida e que os laboratórios farmacêuticos poderão ser incapazes de produzir vacinas suficientes para evitar a pandemia.Segundo o director regional, «antes, demoraria um ano a espalhar-se pelo mundo, mas agora, com a globalização, algumas semanas bastam». E avançou que «se não estivermos preparados, as consequências serão importantes».Quando a estirpe da gripe sofre alterações genéticas tão profundas que a tornam resistente às imunidades que as pessoas desenvolveram com os surtos precedentes, surge uma pandemia, explicou Omi, lembrando que isto acontece «em média, de trinta em trinta anos».Por fim, Omi lembrou que a vacina só poderá ser produzida em massa depois de ser actualizada contra a estirpe específica da pandemia, o que significa um período de cinco a seis meses depois de eclodir.Fonte: Diário de Notícias

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