Pâncreas bioartificial está a ser desenvolvido

Estudo da Universidade de Coimbra

27 julho 2016
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Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra estão a desenvolver um pâncreas bioartificial com células produtoras de insulina, que estão destruídas ou disfuncionais nos doentes com diabetes.
 

Segundo uma nota de imprensa da Universidade de Coimbra (UC), ao qual a agência Lusa teve acesso, os investigadores tentaram “melhorar as propriedades biológicas" do dispositivo artificial, desenvolvendo uma "microcápsula" em que as células produtoras de insulina são envolvidas numa matriz de hidrogéis de um polímero natural que mimetiza o microambiente celular in vivo.
 

Esta técnica "permitiu aumentar a viabilidade e funcionalidade das células encapsuladas e transplantadas". Os sistemas de encapsulamento apresentavam grandes limites no transplante, nomeadamente "a instabilidade dos materiais usados e a sua biocompatibilidade".
 

De acordo com a coordenadora da equipa, Raquel Seiça, os resultados das experiências in vitro e in vivo (em ratos diabéticos) revelaram-se "bastante promissores", constatando-se uma "melhoria dos níveis da glicose sanguínea e da resistência à ação da insulina" nos animais diabéticos.
 

Provada a primeira técnica, "os investigadores avançaram para a criação de um novo modelo, o co-encapsulamento de nanopartículas" de uma hormona intestinal que estimula a produção de insulina e de células insulino-produtoras, "de forma a aumentar a produção e a libertação da hormona".
 

Com o encapsulamento das nanopartículas e das células produtoras de insulina, "observou-se um aumento muito significativo da secreção de insulina", explicou Raquel Seiça sublinhando que está em curso "a realização de novos ensaios em modelos animais".
 

No entanto, sublinha a catedrática da UC, "há ainda um longo caminho a percorrer", nomeadamente "reduzir o tamanho da microcápsula, torná-la ainda mais estável, mais viável e mais funcionante para ser transplantada em humanos".
 

Para Raquel Seiça, este tipo de sistemas, caso se tornem viáveis, permitiriam "libertar os doentes com diabetes tipo I das injeções de insulina e alcançar um melhor controlo dos níveis de glicose com a consequente diminuição das complicações agudas e crónicas da doença".
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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