Pais tratam dos bebés ouvindo os familiares

Estudo da Universidade de Lisboa

26 maio 2008
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Um estudo observacional realizado em cinco maternidades e hospitais portugueses revela que os pais dos recém-nascidos tratam as crianças baseando-se muito nas opiniões de familiares e amigos e menos nos conselhos dos profissionais de saúde.
 

 

O estudo epidemiológico foi realizado por finalistas do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa, liderados pelo Pediatra Mário Cordeiro. Os inquéritos foram efectuados em Abril junto de 257 pais de recém-nascidos em cinco maternidades e hospitais.
 

 

Os resultados do trabalho publicados pelo “JN” revelam que, por exemplo, na questão sobre “quando dar água ao bebé”, 63% disseram dar após o 28.º dia e 31,5% responderam dar água desde o nascimento, apontando entre muitas outras razões apontaram as situações de calor. De acordo com o estudo, também a comunidade científica não reúne consenso sobre quando dar água, uma vez que o leite materno hidrata o bebé, contudo salientam ser sempre permitido e desejável dar água, em especial em situações de calor ou de febre.
 

 

Quanto à questão “que água dar”, 75% dos pais disseram optar pela mineral em detrimento da rede pública (23%), o que para os autores se deve a uma ideia errada passada pelo marketing.
 

 

Os pais foram ainda inquiridos sobre a esterilização dos biberões versus apenas a lavagem, com 98% a admitir fazer as duas operações - o que é considerado pelos autores como desnecessário e de grande custo económico. O jornal, cita o estudo, referindo que “estudos internacionais apontam que a esterilização dos biberões de material plástico provoca a libertação de Bisfenol A, substância altamente prejudicial, em especial para crianças.” E que, por isso, “o melhor é lavar sempre muito bem”.
 

 

De acordo com o estudo, a deficiente informação relacionada com as questões deve-se ao facto de 37% dos pais ouvirem sobretudo os familiares e amigos; 20% dizerem ser influenciados pelos Meios de Comunicação e por livros e só 19% seguirem os conselhos dos profissionais de saúde.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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