Pais devem estar informados sobre risco de parto prematuro

Alerta da Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro

26 fevereiro 2014
  |  Partilhar:

Os candidatos a pais devem estar informados dos riscos de prematuridade desde que planeiam um filho para, sem alarmismos, estarem preparados para essa eventualidade, defende a presidente da Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro (XXS).
 

“Não queremos alarmar, queremos informar”, disse à agência Lusa Paula Guerra, dirigente e uma das fundadoras da XXS.
 

Paula Guerra, mãe de uma criança que nasceu prematura, sublinha que, durante a gestação, a grávida não é normalmente informada dos riscos de ter um filho prematuro e, por isso, não está preparada para o que isso significa.
 

Tendo em conta que “uma em cada dez crianças nasce antes do termo”, e que existem maiores riscos de prematuridade nas gravidezes de adolescência e também após os 35 anos, Paula Guerra defende que este tema seja incluído nas consultas com o ginecologista e obstetra, mas também nas escolas.
 

A presidente da associação refere que muitas destas crianças necessitam de cuidados especiais e internamentos prolongado, não podendo as mães a estarem tão perto dos seus filhos como desejariam.
 

“É muito difícil para uma mãe que teve um filho antes do tempo e que não pode estar com ele, por este estar a receber cuidados especiais, estar junto de outras mães com os filhos ao lado”, disse.
 

Paula Guerra compreende as limitações das maternidades, nomeadamente de espaço, mas defende por isso um trabalho em conjunto com os profissionais de saúde. “Não exigimos nada, queremos é ajudar, pois sabemos que não é fácil”, disse, reconhecendo que algumas instituições de saúde já levam em conta esta questão.
 

Algumas das medidas que podem ajudar estes pais – e os seus filhos prematuros – nem sequer exigem um investimento financeiro. “Basta a reorganização do espaço”, conclui.
 

As Estatísticas Demográficas do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, em 2012, nasceram 6.963 prematuros em Portugal, o que representa 7,8 por cento dos nascimentos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.