«Pai» do primeiro bebé proveta pede proibição da clonagem humana
23 abril 2002
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Um dos cientistas britânicos responsáveis pelo nascimento do primeiro bebé proveta pediu em Pequim a proibição da clonagem de seres humanos, considerando que a técnica, além de insegura, viola as leis da natureza.
 

 

O professor britânico Robert Edward, considerado um dos pais do primeiro bebé proveta, fez ontem esta recomendação durante uma reunião com colegas chineses, que pediram "uma forte censura da sociedade" à clonagem humana.
 

 

Edward é um dos membros da equipa que realizou a fecundação "in vitro" e o nascimento, em 1978, do primeiro bebé proveta, a inglesa Louise Brown.
 

 

"A técnica do bebé proveta não tem nada a ver com a clonagem, através desse procedimento pode-se trazer felicidade à mulheres estéreis", sublinhou Edward, que não acredita ser possível deter a clonagem quando o mundo a considerar segura.
 

 

Edward acredita que o debate sobre a clonagem humana será suscitado verdadeiramente quando uma parte da comunidade científica der "luz verde" a essa técnica, ao considerar que se podem fazer clonagens seguras nas quais não existam malformações fetais nem mortes, algo que ainda não pode ser controlado.
 

 

Para o cientista britânico é necessário "suspender a clonagem" porque é um desafio à natureza, e a comunidade internacional deve estar em estado de alerta perante essa técnica.
 

 

O investigador demonstrou a sua preocupação pelo atrevimento do ginecologista italiano Severino Antinori, que anunciou que o primeiro ser clonado pode nascer dentro de oito meses.
 

 

"A clonagem de seres humanos é uma técnica de propagação vegetativa. Choca com as teorias da origem da vida", alertou Edward numa mensagem implícita ao seu colega Antinori.
 

 

Antinori anunciou a 5 de Abril, em Roma, que o primeiro ser humano clonado está prestes a nascer, já que a mulher que o carrega na barriga está na oitava semana de gestação, segundo informou nesse mesmo dia a edição online do semanário britânico New Scientist.
 

 

Segundo o médico italiano, conhecido como o pai dos meninos impossíveis, "cerca de cinco mil casais estão envolvidos neste projecto", já que na clonagem humana se "podem controlar os riscos antes de o embrião ser implantado".
 

 

Em declarações ao jornal dos Emirados Árabes Unidos "Gulf News", Severino Antinori disse não entender a oposição à clonagem.
 

 

"Parece que temos medo da investigação. A energia atómica e a clonagem podem ser utilizados com fins benéficos para a humanidade".
 

 

Fontes: Lusa e Públicopt
 

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