Pacientes trocam hospitais privados por públicos

Casos estão a ser analisados pela Entidade Reguladora da Saúde

07 dezembro 2016
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Os casos de pacientes de estabelecimentos privados que chegam aos hospitais públicos, a meio de tratamentos, por terem esgotado os ‘plafonds’ dos seguros estão a ser analisados pela Entidade Reguladora da Saúde.
 
O secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, referiu em entrevista à TSF e à qual a agência Lusa teve acesso, que está preocupado com a situação, salientando que os “doentes não podem ser prejudicados” e, prometendo “para breve regras que definam, com transparência e equidade, o acesso destes utentes que vêm do setor privado”.
 
“Estamos preocupados. Temos estado atentos, através da entidade reguladora, que tem aqui funções e responsabilidades muito específicas, e também temos de discutir com a Ordem dos Médicos porque também aqui do lado dos médicos, (…) temos de perceber qual é a informação que é dada aos doentes nalguns privados e o grau de compromisso que é assumido, de modo a percebermos se a relação médico/doente não está a ser colocada em causa nesta abordagem”, disse.
 
Segundo o secretário de Estado da Saúde, todos os hospitais estão a ser confrontados com casos de doentes que chegam a meio de tratamentos dos hospitais privados por terem atingido os limites dos ‘plafonds’ dos seguros de saúde, nomeadamente em casos de oncologia e outros relacionados com patologias com tratamentos mais caros.
 
“É transversal a todos os hospitais. Fala-se muito em oncologia, mas temos outras patologias com terapêuticas mais dispendiosas. Temos de ter uma abordagem transversal neste âmbito. O doente não pode ser o prejudicado. Se alguma coisa correu mal neste processo temos que saber porquê, tentar reverter ou impedir novos casos semelhantes, mas não podemos prejudicar o utente”, referiu
 
Para Fernando Araújo, os utentes “terão prioridade dentro do nível de tratamento e dentro do tempo que precisam para as diferentes etapas”.
 
“Temos de ter a clara abordagem e a clara informação sobre o que é referido ao doente, o tipo de compromisso assumido, a responsabilidade e perceber no âmbito global do SNS [Serviço Nacional de Saúde] como isto tem de ser tratado com justiça, mas sobretudo com enorme transparência”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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