Pacientes recebem «olho electrónico» em Lisboa
16 junho 2002
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Ao longo dos últimos 30 anos foi desenvolvido um «olho electrónico» que permite aos cegos «verem» o suficiente para se serem autónomos. Os primeiros oito pacientes receberam o dispositivo em Lisboa, numa intervenção onde participaram dois médicos portugueses.
 

O dispositivo do «olho electrónico» foi aplicado a oito pacientes, por meio de cirurgia, no Hospital da CUF, em Lisboa.
 

 

No projecto participou o médico português João Lobo Antunes, John Girvin, que dirige o departamento de neurocirurgia do Hospital King Faisal, da Arábia Saudita, e o neurocirurgião português, Domingos Coiteiro.
 

 

O dispositivo permitiu a dois dos pacientes «conduzir um automóvel sem ajuda, num circuito privado», segundo adiantou ao «DN» o médico norte-americano, William Dobelle, «pai» do «olho electrónico».
 

 

Os resultados da investigação foram apresentados, quinta-feira, em Nova Iorque, no âmbito do 48º encontro da American Society for Artificial Internal Organs.
 

 

Este sistema data de 1968 e consiste numa pequena câmara de vídeo digital aplicada a uma das lentes dos óculos e ligada a um sistema computorizado, por sua vez ligado através de eléctrodos ao córtex visual do paciente.
 

 

Os cegos que experimentaram este sistema podem orientar-se sem ajuda no espaço circundante porque conseguem ver contornos, formas e em alguns casos, cores.
 

 

No entanto, esta cirurgia tem um custo de 79,8 mil euros e é apenas destinada a cegos que não o sejam desde a nascença ou que não tenham danos no córtex visual.
 

 

Veja mais em: TSF
 

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