Pacientes com transplantes de coração correm um maior risco de cancro da pele

Estudo publicado nos “Archives of Dermatology”

28 dezembro 2009
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Muitos pacientes submetidos a transplante do coração desenvolvem cancro da pele, revela um estudo publicado na revista “Archives of Dermatology”.

 

Um estudo realizado por investigadores da Mayo Clinic, nos EUA, analisou os históricos clínicos de 312 pacientes, com uma média etária de 47,4 anos, que receberam transplantes de coração entre 1988 e 2006.

 

Ao longo dos 19 anos de acompanhamento médico, a equipa, liderada por Jerry D. Brewer, constatou que 46% dos pacientes desenvolveram cancro da pele.

 

O estudo apurou que os pacientes corriam um maior risco de desenvolver carcinoma espinocelular se apresentassem outros tipos de tumores após o transplante, se fossem mais velhos e se apresentassem insuficiência cardíaca.

 

Também os indivíduos mais idosos que apresentassem herpes e que tomassem medicação imunomoduladora (micofenolato), destinada a evitar a rejeição do órgão, corriam um risco aumentado de desenvolver carcinoma basocelular (basalioma).

 

Em comunicado enviado à imprensa, os cientistas explicaram que, “apesar de ter sido verificada uma taxa elevada de tumores da pele nestes doentes, apenas um dos pacientes morreu vítima de melanoma”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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