Pacientes com ataque de miocárdio poderão não conseguir gerir o stress eficazmente

Estudo apresentado no Congresso da Associação Cardíaca dos Emirados e da Escola Americana de Cardiologia

23 outubro 2017
  |  Partilhar:
Os pacientes com um historial de enfarte do miocárdio apresentam uma maior probabilidade de empregarem estratégias baseadas nas emoções para lidarem com o stress, enquanto que os que não têm um historial semelhante ou de doença cardíaca usam métodos baseados no problema em si, aponta um novo estudo.
 
O stress constitui um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas e de hipertensão arterial, problemas que podem afetar a qualidade de vida do paciente. 
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Centro de Investigação Cardiovascular Yazd, da Universidade de Ciências Médicas Shahid Sadoughi, Irão, foi apresentado no VIII Congresso da Associação Cardíaca dos Emirados, em colaboração com a Escola Americana de Cardiologia, que teve lugar entre 19 e 21 de outubro no Dubai.
 
Para o estudo, que teve como objetivo determinar a forma como os pacientes lidavam com o stress e respetivo impacto sobre a saúde cardíaca, os investigadores recolheram dados de 220 pacientes que tinham sofrido um ataque de miocárdio e outros 220 pacientes sem historial de ataque de miocárdio ou de doença cardíaca.
 
As estratégias para lidar com o stress centradas em emoções incluem comer mais, beber álcool, rezar, suprimir emoções ou pensamentos negativos e acusação, em vez de se encarar o problema. As estratégias de concentração no problema consistem na procura da resolução do problema em si e envolvem o assumir controlo da situação, procurar informação e avaliar os prós e os contras.
 
Foi verificado que os pacientes que tinham tido um ataque de miocárdio eram mais propensos a utilizarem estratégias centradas nas emoções (90,1%) para lidarem com o stress, sendo que os pacientes do grupo de controlo tendiam a empregar estratégias focadas no problema em si (65,4%).  
 
Os investigadores apuraram também que os níveis de stress eram semelhantes, tanto com o emprego de uma estratégia centrada nas emoções como numa estratégia centrada no problema.
 
“O nosso estudo sugere que as pessoas com níveis mais elevados de stress são mais propensas a usarem estratégias de superação ineficientes”, comentou Nastaran Ahmadi, autora principal do estudo.
 
“Talvez as estratégias de superação focadas no problema possam ajudar os pacientes com enfarte do miocárdio a reduzirem a probabilidade de eventos futuros”, acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar