Ovários poliquísticos aumentam risco de hospitalização

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

30 janeiro 2015
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As mulheres com síndrome do ovário poliquístico, o distúrbio hormonal mais comum que afeta as mulheres em idade reprodutiva, apresentam um maior risco de desenvolvimento de doença cardíaca, diabetes, problemas mentais e reprodutivos, assim como cancro do revestimento do útero, comparativamente com as mulheres saudáveis, dá conta um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
 

A síndrome do ovário poliquístico é a principal causa de infertilidade. Esta condição ocorre quando o organismo da mulher produz quantidades ligeiramente mais elevadas do que o normal de testosterona e outras hormonas androgénicas. Este desequilíbrio hormonal pode causar períodos menstruais irregulares ou ausentes, infertilidade, aumento de peso, acne, excesso de pelos na cara e corpo ou ainda enfraquecimento do cabelo.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade da Austrália Ocidental analisaram os registos médicos de 2.566 mulheres com 15 ou mais anos de idade que tinham sido diagnosticadas com síndrome do ovário poliquístico, entre 1997 e 2011. Os registos médicos destas pacientes foram comparados com os de 25.660 mulheres saudáveis com idades similares. As mulheres foram acompanhadas até terem atingido uma idade média de 25,8 anos.
 

O estudo apurou que, comparativamente com as mulheres saudáveis, as que tinham sido diagnosticadas com síndrome do ovário poliquístico tinham uma probabilidade mais elevada de serem hospitalizadas por razões que não estavam associadas à saúde reprodutiva. Verificou-se que as mulheres com síndrome do ovário poliquístico apresentavam um maior risco de aborto, gravidezes ectópicas ou outro tipo de condições ginecológicas como períodos irregulares e endometriose. As mulheres afetadas pela síndrome tinham também taxas mais elevadas de cancro do endométrio ou do revestimento uterino.
 

Os investigadores verificaram ainda que as mulheres com síndrome do ovário poliquístico tinham sido hospitalizadas com mais frequência devido a doenças mentais, como depressão, stress e ansiedade, comparativamente com as restantes participantes. A presença desta síndrome foi também associada a um maior risco de diabetes de início tardio, pressão arterial elevada, doenças cardíacas e músculoesqueléticas.
 

“Verificámos que as mulheres com síndrome do ovário poliquístico são particularmente mais suscetíveis de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares. Uma vez que apenas 25% das mulheres incluídas no estudo tinham mais de 40 anos, antecipamos que a taxa de diagnóstico aumentará com o avançar da idade”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Roger Hart.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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