Ouvir Mozart pode ajudar os médicos a detectar mais pólipos no cólon?

Pequeno estudo apresentado na reunião anual do American College of Gastroenterology

08 novembro 2011
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Os médicos que ouvem Mozart enquanto realizam colonoscopias podem detectar mais tumores pré-cancerosos, sugerem os investigadores que apresentaram um pequeno estudo na reunião anual do American College of Gastroenterology.

 

Estudos anteriores mostraram que a música de Mozart poderia proporcionar uma melhoria significativa de curto prazo no raciocínio espacial e temporal, relacionada com a capacidade de uma pessoa comparar e transformar imagens mentais no espaço e no tempo. Os investigadores procuraram determinar se este fenómeno, chamado de "efeito Mozart", desempenhava um papel nas taxas de detecção de pólipos pré-cancerosos durante a colonoscopia.

 

A colonoscopia é um procedimento complexo que exige muito da percepção espacial dos médicos, que precisam guiar um tubo flexível com uma câmara no extremo através do intestino, tendo extremo cuidado para não perfurar o cólon enquanto retiram pólipos que pareçam suspeitos. Uma melhor detecção de pólipos adenomatosos pode salvar vidas, observaram os autores do estudo, uma vez que as taxas de sobrevivência para o cancro colorretal superam os 90% se a doença for detectada precocemente.

 

No pequeno estudo, dois médicos realizaram endoscopia enquanto ouviam (ou não) Mozart. As taxas de detecção de pólipos adenomatosos, potencialmente perigosos, de ambos os médicos melhoraram enquanto ouviam a música, em comparação com as taxas prévias. Mas, apesar de ambos os médicos apresentarem melhores resultados, em comparação com as suas taxas de referência, um dos médicos teve um melhor desempenho no processo sem ouvir música.

 

As taxas de detecção do primeiro médico foram cerca de 67%, enquanto ouvia a música, e 30% sem a música. Isto em comparação com a taxa de detecção da linha de base de 21% antes do início do estudo.

 

No entanto, o segundo médico teve uma taxa de detecção de adenoma de quase 37% com Mozart, e 40% sem a música, em comparação com uma taxa de linha de base de detecção de 27%. "Ambos os especialistas tiveram maiores taxas de detecção de adenomas enquanto ouviam a música em comparação com as suas taxas de referência", assinalou, numa nota de imprensa do American College of Gastroenterology, a investigadora que participou no estudo, Catherine Noelle O 'Shea, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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