Osteoporose: variações genéticas foram identificadas

Estudo publicado na “Nature Genetics”

27 abril 2012
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Um consórcio internacional de investigadores identificou as variações genéticas associadas ao risco de fratura e osteoporose, dá conta um estudo publicado na “Nature Genetics”.

 

A osteoporose é uma doença comum e devastadora que está associada com a idade. Cerca de 50% dos indivíduos que sofrem de uma fratura da anca após os 80 anos de idade morrem um ano após a lesão. As consequências da osteoporose são, portanto, bem conhecidas, mas as suas causas ainda permanecem de algum modo desconhecidas.

 


Para este estudo, que foi em parte liderado pelos investigadores da Sahlgrenska Academy, na Suécia, os investigadores analisaram a constituição genética de 80.000 indivíduos e de 30.000 casos de fraturas, tendo identificado 56 regiões genéticas que controlam a densidade óssea nos seres humanos, 14 das quais estão associadas ao risco de fraturas.

 

“Esta é primeira vez que alguém consegue identificar as variantes genéticas associadas ao aumento do risco de fraturas”, revelou, em comunicado de imprensa, Claes Ohlsson, da Sahlgrenska Academy.

 

O estudo também apurou que as mulheres que apresentavam um maior número destas variantes genéticas associadas a uma menor densidade óssea tinham um risco 56% maior de ter osteoporose em comparação com as restantes.

 

Os resultados deste estudo conduziram a novas descobertas na área da biologia óssea, nomeadamente os investigadores identificaram vários tipos de vias de sinalização que estão envolvidos na densidade óssea e que podem ser alvo de novos métodos e terapias.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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