Osteoporose: novo indicador avalia eficácia do tratamento
07 novembro 2001
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A diminuição da reabsorção óssea verificada no período de 3 a 6 meses após início do tratamento contra a osteoporose com risedronato de sódio, pode ser um bom indicador para médicos e doentes avaliarem a eficácia desta opção terapêutica, pois explica a redução rápida das fracturas vertebrais.
 

 

Até agora, a forma de controlar a reacção do doente ao tratamento da osteoporose era através da medição da densidade mineral óssea (DMB), o que só é possível decorridos 1 ou 2 anos. Deste método resultavam dúvidas sobre a eficácia do tratamento na sua fase inicial, pois o aumento da DMB apenas explica 20% da redução de fracturas verificadas com as terapias actuais. De acordo com dados apresentados no 23º Encontro Anual da American Society of Bone and Mineral Research (ASBMR), a reabsorção óssea oferece uma alternativa para medir mais cedo a reacção ao tratamento.
 

 

Neste encontro, Richard Eastell, Professor da Universidade de Sheffield, Reino Unido, apresentou dados recolhidos no âmbito de duas pesquisas feitas com risedronato, nas quais participaram 2442 mulheres. A análise destes dados revela que o decréscimo na reabsorção óssea explica em 50% o efeito do risedronato na redução das fracturas vertebrais após um ano e em 66% os resultados alcançados na redução do risco de fracturas vertebrais ao longo de três anos.
 

 

“Estes dados estabelecem uma relação entre o decréscimo da reabsorção óssea e a diminuição do risco de fracturas e demonstram que os marcadores de reabsorção óssea são um instrumento simples e eficaz para avaliar a reacção ao tratamento,” afirmou o investigador. “O risedronato suprime a reabsorção óssea em 50 a 60%. A relação entre o risco de fracturas ósseas e a reabsorção óssea não é linear, e uma redução acima dos 60% não possibilita um decréscimo adicional no risco de fracturas.”
 

 

Também Nelson Watts, Director do Osteoporosis Center, University of Cincinnati, Cincinnati, Ohio apresentou dados que confirmam que o risedronato reduz as fracturas vertebrais clínicas em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose estabelecida num período de apenas 6 meses. Esta é a primeira vez que um bifosfonato apresenta resultados positivos na redução de fracturas num espaço de tempo tão reduzido.
 

 

Outros estudos já tinham demonstrado a eficácia do risedronato na redução de fracturas ao longo de períodos de tempo mais prolongados.
 

 

“É importante que o combate à osteoporose se inicie o mais cedo possível, de modo a diminuir o risco de fractura,” afirmou ainda Nelson Watts. “Não podemos esquecer que uma em cada cinco mulheres pós-menopausicas que já tenham tido uma fractura irão sofrer outra dentro de um ano.”
 

 

De acordo com as estatísticas, cerca de 200 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de osteoporose, mas destas, menos de 20% recebe tratamento adequado. Na Europa, alguém sofre uma fractura osteoporótica a cada 30 segundos.
 

 

O risedronato de sódio é um bifosfonato de terceira geração. Nos estudos realizados com mulheres na pós-menopausa, o risedronato demonstrou reduzir o risco de fracturas vertebrais logo ao fim do primeiro ano de tratamento e o risco de fracturas da anca nas doentes com osteoporose pósmenopausica estabelecida em três anos.
 

 

MNI – Médicos Na Internet

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