Osteoporose atinge proporções dramáticas

Tratamentos têm de ser mais rápidos e mais fiáveis

12 julho 2001
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A osteoporose é uma doença que afecta sobretudo as mulheres após a menopausa e que está a atingir proporções dramáticas. De acordo com a International Osteoporosis Foundation (IOF) em cada 30 segundos, alguém na União Europeia sofre uma fractura causada pela osteoporose. Um artigo recentemente publicado provou que uma em cada cinco mulheres sofre nova fractura no decurso de um ano após a primeira fractura vertebral.
 

 

Como não existe cura para esta doença, é fundamental reduzir a sua prevalência através do diagnóstico precoce, permitindo iniciar um tratamento adequado que previna rapidamente novas situações de fracturas e que mantenha a sua eficácia ao longo dos anos, já que este não deverá ser descontinuado.
 

 

Os resultados do primeiro estudo de longa duração - cinco anos - realizado com bifosfonatos, demonstraram que o risedronato de sódio reduz o risco de fracturas vertebrais em 50% em mulheres pósmenopausicas que sofram de osteoporose. Outros trabalhos já realizados com bifosfonatos apenas analisaram os efeitos do tratamento num espaço de tempo que não foi além dos quatro anos.
 

 

Estes dados foram apresentados à comunidade médica no I Encontro Conjunto da International Bone and Mineral Society/European Calcified Tissue Society, em Madrid, e no 83º Encontro Annual da Endocrine Society, em Denver.
 

 

No âmbito deste mesmo estudo, já tinha sido demonstrado que o risedronato tem uma acção muito rápida nas doentes com osteoporose pósmenopausica, verificando-se uma redução do risco de fracturas vertebrais ao fim de apenas um ano. Os dados agora divulgados confirmam que os efeitos do tratamento são sustentados ao longo de cinco anos.
 

 

As mulheres tratadas com risedronato apresentaram uma redução de 50% do risco de novas fracturas vertebrais comparativamente ao grupo de controlo, ao fim dos 5 anos do estudo. No mesmo período verificou-se igualmente uma redução das fracturas não-vertebrais.
 

 

Este estudo demonstra claramente que o risedronato permite uma redução sustentada do risco de fracturas ao longo de 5 anos em 30 a 40% das mulheres pósmenopausicas em risco de sofrerem fracturas osteoporóticas, confirmando-se este tratamento como fundamental para proteger as doentes dos efeitos debilitantes da osteoporose.
 

 

Outra conclusão a extrair deste estudo é a elevada tolerabilidade do risedronato: as situações adversas manifestadas pelos doentes foram idênticas às verificadas no grupo de controlo, tratado apenas com placebo e suplemento de cálcio e vitamina D.
 

 

Este trabalho de investigação começou por ter uma duração de três anos, envolvendo mulheres na pós-menopausa com osteoporose confirmada. Foram constituídos dois grupos, um sujeito a um tratamento com risedronato, outro sujeito a placebo. Todas as doentes tomaram ainda cálcio e vitamina D. Após a conclusão desta primeira fase, o estudo foi prolongado por mais três anos com a colaboração de investigadores de todo o mundo e com a participação de 265 doentes.
 

 

Fonte: Documentos e Eventos

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