Osteoporose associada a doença cardíaca nos idosos

Estudo publicado na revista “Osteoporosis International”

01 julho 2015
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Investigadores do Reino Unido descobriram uma associação entre a doença cardíaca coronária e a osteoporose. O estudo publicado na revista “Osteoporosis International” sugere que as duas condições têm causas similares.


Os investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, constataram que os indivíduos com antecedentes de doença cardíaca tinham uma densidade mineral óssea volumétrica cortical do osso do pulso substancialmente menor do que os indivíduos sem este tipo de antecedentes.


Através da tomografia computadorizada quantitativa periférica de alta resolução (HR‐pQCT) os investigadores foram capazes de visualizar várias camadas no osso do pulso, da mesma forma que uma impressora 3D é capaz de construir as camadas de um objeto. Estas imagens foram utilizadas para avaliar os sintomas da osteoporose, uma condição que enfraquece os ossos ficando estes mais vulneráveis às fraturas.


Os investigadores submeteram 350 indivíduos, com idades compreendidas entre os 70 e 85 anos, a esta técnica, tendo-se verificado que a densidade mineral óssea volumétrica cortical era menor nos pacientes com doença cardíaca isquémica como angina, enfarte agudo do miocárdio ou insuficiência cardíaca. Este efeito foi mais pronunciado nas mulheres do que nos homens.


“Este é um dos primeiros estudos a utilizar esta tecnologia para explorar a geometria, densidade e microestrutura óssea nos pacientes com doença cardíaca. Estes resultados chamam a atenção para a necessidade de avaliar os antecedentes de doença cardíaca no controlo da osteoporose nos indivíduos idosos”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Cyrus Cooper.


Na opinião do cientista é também necessária mais investigação para conhecer os mecanismos envolvidos na associação entre a osteoporose e a doença cardíaca.


“Na essência, este trabalho e outros mostram que as pessoas com antecedentes de doença cardiovascular tendem a ter ossos mais fracos. Há uma necessidade de se compreender melhor esta associação para melhorar a saúde dos ossos”, conclui um outro autor do estudo, Julien Paccou.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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