Osteoartrite: relógio biológico está envolvido nos sintomas

Estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”

17 dezembro 2015
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Investigadores do Reino Unido constaram que os sintomas dolorosos e debilitantes envolvidos na osteoartrite estão intimamente associados ao relógio interno humano, sugere um estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”.
 
“Apesar de os grandes esforços dos médicos e dos cientistas, ainda entendemos pouco a osteoartrite e infelizmente o alívio da dor e a cirurgia de substituição das articulações parecem ser as únicas opções para os pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Qing-Jun Meng.
 
Os investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriram que os relógios biológicos presentes nas células da cartilagem, ou condrócitos, controlam milhares de genes que segregam diferentes atividades biológicas em alturas distintas do dia.
 
De acordo com o investigador, o relógio biológico controla o equilíbrio entre o momento em que os condrócitos estão a ser reparados durante o repouso e quando estão a ser desgastados devido à atividade. O estudo apurou que à medida que envelhecemos, os relógios biológicos das células da cartilagem ficam deteriorados, tornando o processo de reparação insuficiente, o que pode contribuir para a osteoartrite. 
 
Neste estudo os investigadores analisaram três tipos de cartilagem humana através do microscópio: uma normal, outra ligeiramente afetada pela osteoartrite e uma terceira severamente afetada pela doença. Verificou-se que à medida que a osteoartrite se agrava, o número de células que expressa uma proteína, a BMAL1 que controla o relógio biológico, é cada vez menor.
 
Em termos de envelhecimento, os investigadores constataram que haviam uma redução semelhante da BMAL1 nos condrócitos, que coincide com a redução da amplitude do relógio biológico. Estes resultados apoiam a teoria de que o envelhecimento, parcialmente através da desregulação dos relógios dos condrócitos, é um dos principais fatores da osteoartrite.
 
“Agora que identificámos a ligação entre o relógio biológico humano e a osteoartrite, isto pode conduzir a fármacos que reiniciem o mecanismo do relógio biológico. A comunidade científica já está a desenvolver fármacos que atuam desta forma para outras condições. Agora, a osteoartrite pode fazer parte deste esforço”, referiu Qing-Jun Meng.
 
Os investigadores acrescentam que, no entanto, existem outras abordagens associadas ao relógio biológico que podem ajudar os pacientes com osteoartrite, como fazer as refeições regulares e praticar exercício diariamente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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