Osteoartrite: desenvolvido novo lubrificante

Estudo publicado no “Journal of the American Chemical Society”

07 maio 2013
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Investigadores americanos desenvolveram um novo lubrificante que poderá a ajudar os milhões de pessoas que sofrem de osteoartrite, revela um estudo publicado no “Journal of the American Chemical Society”.
 

Os investigadores da Boston University Biomedical Engineer, nos EUA, referem que este novo polímero sintético suplementa a ação do fluido sinovial, o lubrificante natural das articulações, e funciona melhor que os tratamentos atualmente existentes.
 

A osteoartrite é a doença articular mais comum e uma das principais causas de incapacidade nos idosos. Esta condição, que afeta as mãos, anca, joelhos e outras articulações, é caracterizada pela degradação da cartilagem e do líquido sinovial resultando em dor, inchaço e perda de mobilidade das articulações afetadas. Os tratamentos da osteoartrite incluem desde a toma de anti-inflamatórios até à substituição integral da articulação.
 

Apesar de o melhor fluido atualmente disponível ajudar a diminuir os sintomas, não permite uma lubrificação adequada e consequentemente não protege as superfícies das cartilagens de degradações futuras. Contudo, os investigadores referem que este novo polímero, para além de aliviar os sintomas, retarda a progressão da doença.
 

“Os nossos resultados demonstram que o novo biopolímero é um lubrificante de elevada qualidade, bastante melhor que os existentes e similar ao fluido sinovial. Verificamos que, com a utilização deste polímero, a fricção entre as cartilagens foi menor, o que resultou num menor degaste e interação das articulações”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Mark W. Grinstaff.
 

Originalmente produzido no ano passado para um outro estudo, o novo polímero imita algumas das propriedades de polissacarídeos naturais. “Quando colocado entre os dedos ele é escorregadio. Quando o produzimos começamos a pensar se poderíamos utilizar este lubrificante e onde ele seria útil. Foi assim que pensamos em utilizá-lo como um potencial tratamento da osteoartrite”, disse o investigador.
 

O estudo também refere que uma das outras vantagens deste polímero é o seu elevado peso molecular ou tamanho, que impede a sua fuga da cartilagem e permitindo consequentemente uma proteção da cartilagem mais duradoura. Contrariamente à alternativa atualmente existente, que perdura um ou dois dias, este polímero permanece na cartilagem durante mais de duas semanas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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