Ossos crescem mais durante o sono

Cientistas mostram como isso acontece

02 agosto 2005
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Cientistas da Universidade de Wisconsin colocaram sensores nos ossos das pernas de carneiros recém-nascidos e confirmaram que o crescimento dispara quando os animais estão a descansar ou a dormir.
 

 

Embora ainda não existam estudos, os cientistas acreditam que o mesmo acontece em seres humanos. Este facto, dizem os especialistas, pode explicar as razões pelas quais as crianças sentem dores relacionadas com o crescimento durante a noite. Através de sensores, o comprimento do osso foi medido continuamente a cada 167 segundos, ao longo de três semanas.
 

 

Pelo menos, 90 por cento do crescimento ocorreu quando os carneiros estavam a descansar ou a dormir. «O que é realmente interessante é o facto dos ossos cresceram apenas quando os animais estavam deitados, e quase nenhum crescimento ocorreu quando estavam em pé ou a movimentarem-se», disse o investigador Norman Wilsman.
 

 

Os cientistas acreditam que quando os animais descansam, a pressão sobre os ossos envolvidos no crescimento - as placas de crescimento - é relaxada, permitindo que eles se alonguem. «As placas de crescimento podem ser como molas que, quando se está de pé ou a caminhar, são comprimidas», explicou.
 

 

Apesar do crescimento acontecer durante o repouso, este não é contínuo. «Há alturas em que o crescimento dispara, o que pode acontecer na vida diária dos carneiros bebés e, possivelmente, também na de seres humanos», comentou um outro investigador, Kenneth Noonan.
 

 

Para o pediatra Tom Hutchison, em declarações à BBC, disse não estar claro se esse padrão de crescimento pode ser relacionado com as dores do crescimento. «O crescimento mais rápido acontece em adolescentes, mas as dores do crescimento são mais comuns em crianças entre os seis e os 10 anos», disse. Mas, segundo o especialista, as crianças também podem sentir essas dores durante o dia. «O importante é saber que essas dores fazem parte da normal da infância, e as pessoas não devem ficar alarmadas», afirmou.
 

 

As conclusões foram publicadas no Journal of Pediatric Orthopedics.
 

 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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