Os seis choros do bebé

Investigadora caracteriza os apelos dos recém-nascidos

01 outubro 2002
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Há seis maneiras de os bebés chorarem. Esta é a teoria de Berry Brazelton, que especificou cada um destes choros para que os pais possam descobrir o que os filhos querem dizer.
 

 

"Estou com fome": quando o bebé tem fome geme como se estivesse a fazer um apelo. Deixa de chorar quando se pega nele, adivinhando que logo a seguir vai ser alimentado.
 

 

"Estou cansado": quando o bebé se sente sobrecarregado pelo ambiente manifesta-se com um choro queixoso, que surge em explosões, enquanto tenta perceber o seu estado emocional. Há bebés que intercalam com tentativas de chupar no dedo ou mexer o braço.
 

 

"Quero atenção": é um choro que apela pela presença de alguém.
 

 

"Estou com dores": trata-se mais de um grito agudo, seguido de um pequeno intervalo, para poder respirar. Os gritos também podem ser angustiados. Mesmo que se pegue no bebé ao colo ele não pára de choramingar.
 

 

"Estou desconfortável": o choro é mais suave do que o choro de dor e termina quando é pegado ao colo. Pode sentir necessidade de arrotar ou precisar de algum consolo.
 

 

"Estou agitado e não sei o que fazer": normalmente acontece ao fim do dia para obrigar o bebé a libertar energia ou alguma irritação que sente. Há quem lhe chame "choro manhoso". Começa com um choro como quem se lastima, que requer atenção e depois passa ao timbre do choro de dor.
 

 

Deve ser considerado como parte da descarga normal de um sistema nervoso sobrecarregado depois de um dia movimentado. É uma necessidade para tentar acalmar-se. Nem sempre o colo é a solução. Pode pegar-se no bebé com intervalos de dez ou 15 minutos, dar-lhe água com açúcar e tentar que arrote. Daí a algum tempo ele acalmará e dorme.
 

 

Brazelton defende também que a determinada altura é preciso ensinar o bebé a consolar-se sozinho, recorrendo à chupeta ou a chupar no dedo. Deve ensinar-se estes recursos ao bebé, durante o dia, aproveitando ocasiões em que não esteja demasiado agitado para os aprender.
 

 

"É sempre bom ver um bebé de seis a nove meses a consolar-se com o dedo, com uma chupeta, uma manta ou um brinquedo. Quando vejo um bebé assim sei que ele é amado e descobriu meios para se distrair quando está sozinho ou aborrecido. Um bebé negligenciado ou ignorado não teria aprendido a utilizar esses recursos", opina Brazelton, que coordena um centro de investigação em Boston, com o seu nome e participou na implantação do Child Hospital.
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

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