Os ritmos do relógio biológico
11 setembro 2004
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Estamos sujeitos ao nosso relógio interno e ignorá-lo pode acarretar riscos para a saúde de cada um e para alguns grupos socioeconómicos. Essa era uma questão que vinha sendo estudada desde há mais de um século, mas só agora a Biologia e a Medicina estão a incorporar essa sabedoria, depois de a comprovar, acrescentando-lhes conhecimentos. Medicações como as destinadas ao cancro ou às insónias podem vir a beneficiar dessas pesquisas.Com a sociedade a ter cada vez menos horários certos para descansar, trabalhar, comer ou divertir-se vão acentuar-se os problemas de saúde, mas o estudo da cronobiologia poderá ajudar a evitá-los e mesmo corrigir alguns que já decorrem do desfasamento entre o nosso relógio biológico e o ritmo a que o sujeitamos. Estudos efectuados no Imperial College, em Londres, estão a identificar a base molecular desse ritmo do corpo humano, que dura 24 horas e 11 minutos em cada dia e é, aliás, partilhado por grande parte da natureza. Segundo o professor Russell Foster explicou na conferência que proferiu no Festival de Ciência da Associação Britânica para o Desenvolvimento da Ciência, que decorre este ano na cidade de Exeter, um dos avanços maiores dos projectos de sequenciação do genoma traduziu-se na melhor compreensão dos ritmos circadianos, que têm uma base molecular.Cálculos: Entre as 4 e as 6 horas a capacidade para fazer cálculos matemáticos ou outras tarefas intelectuais desce ao mínimo, num nível equivalente ao estado de embriaguês.Sincronização : O relógio interno marca períodos com a duração de 24 horas e 11 minutos e sincroniza-se com o mundo exterior mais ou menos de mês a mês.Acidentes: Cinco noites seguidas de trabalho nocturno aumentam em 50% a probabilidade de acidente rodoviário.Noite: Os grandes desastres ecologicos e nucleares ocorreram durante a noite e madrugada.Sono: Metade da medicação usada pelos astronautas nas missões destina-se a induzir o sono. Fonte: Jornal de Notícias

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