Os riscos do excesso de peso das mochilas escolares

Estudo da Universidade do Minho

29 junho 2009
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Os alunos transportam sacos escolares com peso excessivo e quase dois terços queixam-se de dores decorrentes da sobrecarga, revela um estudo de mestrado realizado no âmbito do curso em Engenharia Humana da Universidade do Minho.

 

A tese de mestrado de Regina Barros ("Transporte de cargas em populações jovens: implicações posturais decorrentes da utilização de sacos escolares") demonstrou que a maioria dos alunos analisados apresentava alterações posturais relacionadas com a carga excessiva do material escolar.

 

O estudo avaliou a incidência de desvios posturais em estudantes dos seis aos 19 anos (54 rapazes e 46 raparigas), em escolas públicas e privadas, envolvendo uma amostra de 136 alunos de vários ciclos de ensino.

 

De acordo com o trabalho, as alterações da coluna (hiperlordose lombar) afectavam 69% dos estudantes que foram alvo do inquérito, a protusão dos ombros (ombros para a frente) 59% e a anteriorização do pescoço 49%, motivando queixas de dor.

 

A autora verificou que, tendencialmente, os alunos dos primeiros anos transportam mais do que 10% do seu peso nas mochilas, o que desrespeita as recomendações dos especialistas, segundo os quais cargas superiores a este valor podem causar dores a nível músculo-esquelético. A tendência só se inverte no 9º e 12º anos.
 

O peso médio dos sacos escolares apresentava valores entre os 4,1 quilos e os 5,4 quilos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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