Os riscos de uma gravidez tardia

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

23 abril 2012
  |  Partilhar:

Um grupo de investigadores vai tentar provar os riscos de uma gravidez tardia para a mãe e para o feto e as implicações que esse envelhecimento tem no mecanismo celular do tecido materno e do tecido fetal, um estudo que vai ser financiado pelo Prémio Crioestaminal 2012.

 

A investigação partiu do fato de as mulheres terem filhos mais tarde do que tinham antigamente, revelou à agência Lusa o investigador Henrique Almeida.

 

Os riscos de uma gravidez tardia são o desenvolvimento de diabetes mellitus, hipertensão, descolamento da placenta e pré-eclâmpsia, um fenómeno que ocorre mais frequentemente a partir dos 40 anos, idade em que, hoje em dia, muitas mulheres ainda têm filhos, por vezes até o primeiro.

 

“A hipótese é que no local do corpo uterino onde a placenta se insere, nessa área de relação do tecido materno com o tecido fetal, haverá perturbações do mecanismo celular usual - as chamadas reações redox -, haverá desequilíbrios locais nesse tipo de reações, dos quais resultem o stress oxidativo”, explicou o investigador.

 

Este desequilíbrio local pode ser medido doseando a atividade de determinadas enzimas. Henrique Almeida adiantou que é isso que os investigadores irão fazer neste trabalho, que agora vai prosseguir na parte laboratorial. De acordo com o investigador, a recolha da quase totalidade dos tecidos humanos que vão ser empregues no estudo já foi feita.

 

Um dos objetivos desta investigação é utilizar os seus resultados em estratégias de tratamento ou prevenção de complicações existentes em gravidezes tardias.

 

“Se identificarmos causas que levem à ocorrência deste tipo de alteração, podemos a partir daí começar a procurar formas de as atacar e mitigar os problemas que surgem”, afirmou Henrique Almeida.

 

Este trabalho, que foi submetido a concurso para o Prémio Crioestaminal em setembro, começou a ser desenvolvido há mais de um ano e meio por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (UP).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.