Os perigos das frutas e legumes mal lavados

Falta de higiene pode levar à morte

07 agosto 2002
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Não é preciso ser vegetariano para fazer as devidas honras a um legume no prato ou a uma peça de fruta à sobremesa. De facto, seja qual for a convicção gastronómica de cada um, todos os regimes reservam um lugar apropriado para os "verdes" na alimentação humana. Mas há sempre um "mas" e, neste caso, ele é de considerável importância, como se verá a seguir.
 

 

Em regra chove menos no Verão e, por isso, não se pode contar muito com esse aliado para lavar a fruta pendente das árvores ou os legumes, geralmente "tratados" com pesticidas. E a verdade é que estes produtos químicos representam sempre um risco para a saúde, o que aconselha a cuidados redobrados, sobretudo quando se sabe que nem sempre os produtores respeitam os prazos de segurança na aplicação fito-sanitária.
 

 

Consequências
 

 

Há sinais que permitem dar conta de uma ameaça grave em consequência da ingestão de alimentos frescos com pesticidas. Ansiedade, agitação ou vertigens podem apontar para sintomas precoces de intoxicação. Já as dores de cabeça persistentes, a insónia ou a sonolência anormal indicam a possibilidade de intoxicação moderada. As mais graves podem traduzir-se por edema pulmonar, convulsões ou mesmo coma.
 

 

Excluindo casos pontuais de envenenamento puro e simples, o que habitualmente ocorre é uma intoxicação crónica causada pela ingestão continuada de pequenas doses de pesticidas contidos em frutos ou legumes. Os sinais mais comuns são uma sensação constante de peso ou dor de cabeça, fadiga, perda de apetite, alterações do sono, diminuição de memória e perda do sentido de orientação. A manifestação continuada de um ou vários destes sintomas aconselha uma ida urgente ao médico.
 

 

Como não há qualquer conveniência em deixar as coisas irem tão longe, o melhor ainda é uma atitude preventiva, que passa por comportamentos básicos. Ou seja, antes de comer legumes ou fruta é conveniente lavá-los bem com água corrente para eliminar possíveis resíduos. No caso da fruta, pode ir-se um pouco mais longe não a comendo com casca.
 

 

Fonte:Público
 

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