Os perigos da inatividade física

Estudo publicado no “European Journal of Preventive Cardiology”

12 agosto 2016
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A baixa capacidade física é apenas superada pelo tabagismo no que diz respeito ao risco de morte nos homens de meia-idade, sugere um estudo pulicado no “European Journal of Preventive Cardiology”.
 
“A baixa capacidade física representa um risco maior de morte do que a pressão arterial e níveis de colesterol elevados”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Per Ladenvall.
 
Para o estudo os investigadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, contaram com a participação de 792 homens nascidos em 1913. Aos 54 anos de idade os participantes foram submetidos a um teste físico. Destes, 656 também realizaram um teste físico de intensidade máxima, em que se esforçaram até ao limite. Foi medido o consumo máximo de oxigénio, denominado VO2 max, na subpopulação de 656 homens, através da ergoespirometria. 
 
Per Ladenvall explica que a VO2 max é uma medida da capacidade aeróbica e quanto maior, maior é a capacidade física de um indivíduo. 
 
Após o primeiro exame em 1967 e até 2012 foram realizados vários exames físicos a cada dez anos. De forma a analisar a associação entre a VO2 max e mortalidade, os homens foram divididos em três grupos, tendo em conta os valores da VO2 max: 2.00 l/min, 2.26 l/min e 2.56 l/min.
 
O estudo apurou que o aumento da VO2 max prevista em cada grupo estava associado a um risco 21% menor de morte ao longo dos 45 anos de acompanhamento. Estes resultados tiveram em conta fatores, como tabagismo, pressão arterial e níveis de colesterol. 
 
“Verificámos que a baixa capacidade aeróbica estava associada a taxas mais elevadas de morte. A associação entre a capacidade de exercício e todas as causas de morte foram classificadas, com o risco mais elevado a ocorrer no grupo com capacidade aeróbica máxima mais baixa. O efeito da capacidade aeróbica no risco de morte foi apenas superado pelo tabagismo”, referiu o investigador. 
 
De acordo com Per Ladenvall, a duração do acompanhamento do estudo foi única. O risco associado à baixa capacidade aeróbica foi evidente ao longo de mais de quatro décadas e sugere que ser fisicamente ativo pode ter um grande impacto durante toda a vida. 
 
“Percorremos um longo caminho na redução do tabagismo. O próximo grande desafio é manter-nos fisicamente ativos e também reduzir a inatividade física, como estar sentado demasiado tempo”, concluiu o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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