Os opostos atraem-se

Estudo realizado na Universidade do Paraná

31 maio 2009
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Os opostos realmente atraem-se, está é a conclusão de um estudo brasileiro que revelou que as pessoas, subconscientemente, tendem a escolher alguém cuja constituição genética é diferente da sua.

 

O estudo apresentado na conferência anual do European Society of Human Genetics revela que os indivíduos com diferentes complexos de histocompatibilidade (MHC) têm uma maior probabilidade de se atraírem do que os que têm um MHC semelhante. O MHC é uma grande região do genoma que tem um papel importante no sistema imune e também no sucesso reprodutivo.

 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os animais que sentem atracção por outros do sexo oposto têm diferenças no MHC. Maria da Graça Bicalho e os seus colaboradores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) analisaram os MHC de 90 casais verdadeiros que foram comparados com os MHC de 152 casais constituídos ao acaso.

 

Os investigadores constataram que os casais verdadeiros tinham significativamente mais diferenças no MHC do que os casais que funcionaram como grupo de controlo.

 

De acordo com os autores, esta tendência para procurar alguém com uma constituição genética diferente é uma estratégia evolucionária para garantir uma reprodução saudável, pois a variabilidade genética constitui numa vantagem para a descendência.

 

Estudos anteriores sugeriram que os animais provavelmente usam o odor corporal como guia para identificar possíveis parceiros geneticamente similares ou dissimilares, mas outros factores físicos também podem estar envolvidos, realçou a líder da investigação.

 

Em declarações à ReuteursHealth, Maria da Graça Bicalho acrescentou que "outras pistas como simetria facial podem desempenhar também um papel importante".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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