Os genes do sono

Dificuldade em acordar cedo pode ser genética

25 junho 2003
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Se é daqueles que costuma ouvir «tal pai, tal filho», esta notícia poderá interessar-lhe. Segundo um estudo britânico, a razão da preferência de algumas pessoas por levantar cedo ou estar a noite acordado pode estar nos genes.
 

 

Investigadores da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, disseram ter encontrado uma ligação entre a preferência pelas manhãs ou noites num gene específico, denominado Período 3. O gene é um dos reguladores do relógio biológico do corpo humano e aparece em duas versões – uma curta e outra longa.
 

 

Os cientistas descobriram que pessoas com preferências extremas pelo início das manhãs têm mais probabilidades de ter a versão longa do Período 3. Já os que preferem as noites têm mais hipóteses de possuírem a versão curta do gene.
 

 

As descobertas são baseadas em testes realizados em quase 500 pessoas que visitaram o Museu da Ciência, em Londres. Foram tiradas amostras dos visitantes, que serviram para a análise dos seus ADNs.
 

 

Os visitantes também preencheram questionários para determinar se são pessoas matutinas ou nocturnas, respondendo a perguntas sobre os seus horários preferidos para se exercitar ou a dificuldade que têm para levantar da cama. Os investigadores então compararam os resultados dos testes de ADN com os questionários.
 

 

Da análise, os cientistas descobriram que a maioria das pessoas extremamente matutinas tem o gene mais longo e a maioria dos noctívagos tem o gene mais curto.
 

 

Apesar das descobertas da pesquisa, admite o coordenador do estudo Simon Archer, outros genes e outros factores têm um papel importante na definição das preferências de uma pessoa pela noite ou dia. «A preferência pelo dia ou pela noite é um traço de comportamento complexo. Não é somente determinado por um único gene», disse Archer à BBC. E acrescentou: «É uma combinação de genes que interagem para formar o relógio biológico.»
 

 

«Mas, claro, também há a influência do estilo de vida. A pessoa pode escolher seguir um certo estilo de vida. E, neste caso, pode ir contra os seus genes.»
 

 

O estudo foi publicado na revista «Sleep», da Academia Americana de Medicina do Sono e da Sociedade de Pesquisa do Sono.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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