Os benefícios da vitamina D

Estudo publicado na “PLOS ONE”

26 março 2013
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O aumento dos níveis de vitamina D nos indivíduos saudáveis tem um impacto significativo nos genes envolvidos em vários processos biológicos associados ao cancro, doença cardiovascular, doenças infeciosa e doenças autoimunes, refere um estuo publicado na “PLOS ONE”.
 

Enquanto estudos anteriores mostraram que havia uma associação entre a ausência de vitamina D e o aumento do risco destas doenças, estes resultados fornecem uma evidência direta de que o aumento dos níveis de vitamina D poderá desempenhar um papel importante no aumento da imunidade e na diminuição do risco de várias doenças.
 

A vitamina D pode ser ingerida ou sintetizada a partir da exposição solar, sendo posteriormente convertida pelo fígado e rins numa forma capaz de ser utilizada pelo organismo. O nível de vitamina D de um indivíduo é determinado através da medição da concentração da 25-hidroxivitamina D no sangue. A deficiência de vitamina D, definida como uma concentração menor que 20 nanogramas por mililitro (ng/mL) de 25-hidroxivitamina D, pode causar vários de problemas de saúde, incluindo o raquitismo e outras doenças músculo-esqueléticas.
 

Contudo, recentemente, alguns estudos têm sugerido que um nível deficiente de vitamina D (<20 ng/mL) e insuficiência de vitamina D (de 21 a29 ng/mL) estão associados ao cancro, doenças autoimunes, doenças infeciosas, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.
 

Neste estudo, os investigadores da Boston University School of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de oito indivíduos saudáveis que tinham níveis deficientes ou insuficientes desta vitamina. A três dos participantes foram administradas 400 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia e cinco receberam 2.000 UI por dia, ao longo de dois meses. Foram recolhidas amostras de sague no início e no fim do estudo.
 

Os autores do estudo apuraram que os participantes que tinham recebido 2.000 UI por dia de vitamina D chegaram ao final do estudo piloto com um nível de vitamina D suficiente, contrariamente àqueles a quem apenas tinham sido administradas 400 UI desta vitamina.
 

Por outro lado, o estudo também apurou que ocorreram alterações em 291 genes que estão associados a vias biológicas envolvidas no cancro, doenças autoimunes, doenças infeciosas e doenças cardiovasculares. Foram também identificados os genes associados aos níveis de vitamina D.
 

“Apesar de ser necessário um estudo de maiores dimensões, estes resultados demonstram que o aumento dos níveis de vitamina D pode ter um efeito dramático na expressão de genes presentes nas células do sistema imunológico e pode ajudar a explicar o papel da vitamina D na redução do risco da doença cardiovascular, cancro e outras doenças”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Michael F. Holick.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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