Orgasmo prematuro também afecta as mulheres

Estudo português publicado na revista “Sexologies”

02 novembro 2011
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Afinal não são só os homens que sofrem de ejaculação precoce. Um estudo português, liderado por Serafim Carvalho, do Hospital Magalhães Lemos no Porto, e publicado na revista “Sexologies”, revela que 40% das entrevistadas chegaram ao orgasmo mais rápido do que pretendiam e para cerca de 3% das mulheres, o problema é crónico.

 

Tradicionalmente, a disfunção sexual feminina não recebe a mesma atenção que a disfunção sexual masculina, e o orgasmo precoce não é excepção. Enquanto a ejaculação precoce nos homens é uma disfunção sexual oficial, referenciada nos manuais de saúde, o mesmo não acontece para as mulheres.

 

Para saber se a experiência do orgasmo precoce também acometia as mulheres, a equipa enviou um questionário via e-mail a uma amostra geral de mulheres portuguesas com idades entre 18 e 45 anos.

 

O questionário perguntava sobre a frequência dos orgasmos prematuros, se as mulheres já tinham sentido perda de controlo sobre o momento do orgasmo, e se sentiam angústia sobre o assunto. As mulheres também foram questionadas sobre a sua satisfação com o relacionamento.

 

Pouco mais de 60%, ou 510 mulheres, responderam ao questionário. Destas, 40% já tinham experimentado um orgasmo mais cedo do que o desejado nalgum momento da vida. Outras 14% relataram orgasmos prematuros mais frequentes, e 3,3% preencheram os critérios de disfunção devido ao orgasmo prematuro. Os investigadores não encontraram qualquer ligação entre orgasmo prematuro e satisfação no relacionamento.

 

Enquanto os orgasmos prematuros podem causar muito stress, a incapacidade de ter um orgasmo ainda é provavelmente um problema mais comum entre as mulheres. Um estudo de 2010 realizado com mulheres norte-americanas descobriu que os problemas para ter orgasmo é a queixa sexual mais frequente nas mulheres, entre os 18 e os 30 anos, com 54% a relatarem esse problema.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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