Organização Mundial de Saúde publica lista de medicamentos essenciais

Abortivos e metadona são as principais novidades

17 julho 2005
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Após a reunião do comité de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS), que teve lugar entre os dias 7 e 11 de Março de 2005, em Genebra, e com quase meio ano de atraso, esta Organização publicou uma lista de 14 medicamentos essenciais. Esta lista, no entanto, provocou alguma polémica ao ter como principais novidades medicamentos abortivos e um tratamento de substituição para a dependência da heroína (metadona). A OMS adiantou, no entanto, que os fármacos relacionados com o aborto apenas serão usados nos países onde as leis, e o próprio aborto, sejam aceites culturalmente. Todos os anos milhões de mulheres têm abortos inseguros, sendo que a maior parte deles ocorrem em países em vias de desenvolvimento. Estima-se que cerca de 68.000 mulheres morram como consequência de cirurgias efectuadas sem condições ou muitas outras sofrem consequências na sua saúde a longo prazo. Este é o principal motivo pelo qual o Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS propôs a inclusão dos medicamentos abortivos, pois o risco de morte consequente de aborto é cem vezes maior nos países em vias de desenvolvimento que nos países europeus, por exemplo. A lista contém um total de 306 princípios activos, e a inclusão dos controversos tratamentos abortivos e da metadona foi a principal causa desta lista ter sido apresentada com quase meio ano de atraso, pois o governo dos EUA, opôs-se à inclusão destes tratamentos. Para além destes dois tratamentos também foram incluídos na lista da OMS 12 medicamentos para tratamento da SIDA, que já faziam parte da anterior lista publicada em 2003. Espera-se, no entanto, que a lista de medicamentos de combate à SIDA seja aumentada na próxima publicação que ocorrerá em 2007. A Farmamundi, juntamente com centenas de entidades de organizações implicadas na Campanha Mundial de Objectivos do Milénio, exige tornar acessível, a um preço moderado, estes medicamentos a todos os países. Para isto contam excluí-los das regras internacionais de comércio e protecção de patentes para permitir a sua produção livre, em forma de genéricos, pelos países em desenvolvimento, ou a sua importação no caso de estes precisarem de ser produzidos pela indústria local competente. Fonte: Websalud

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