Organização Mundial da Saúde não está preparada para lidar com surtos tipo Ébola

Alerta de um painel de especialistas

09 julho 2015
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) não está preparada para lidar com surtos como o do vírus Ébola, o que exige urgentes mudanças na instituição, alerta um painel de especialistas.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, os especialistas nomeados pelas Nações Unidas consideram que a OMS tende a responder às emergências com “uma abordagem reativa, em vez de proactiva”.
 

Ao mesmo tempo, afirmam, a organização não tem respondido aos avisos feitos pelas equipas experientes que trabalham no terreno.
 

A OMS foi criticada pela lentidão na resposta ao mais recente surto de Ébola, que já vitimou mais de 11 mil pessoas, sobretudo em países da África Ocidental.
 

A organização declarou o estado de emergência de saúde pública mundial apenas a 8 de agosto, cinco meses depois do início do surto. E, mesmo depois disso, faltou a dirigentes e equipas da OMS uma “tomada de decisão independente e corajosa” para lidar com os governos dos países afetados.
 

A agência da ONU também não procurou contactar precocemente as comunidades locais nem comunicar o que devia ser feito para, por exemplo, reduzir o risco de infeção no enterro dos mortos contagiados.
 

O painel de peritos, liderado por Barbara Stocking – antiga presidente da organização Oxfam – acusou também os Estados-membros de não cumprirem com o seu dever de se prepararem para emergências globais e de terem ignorado os conselhos da OMS sobre encerramento de fronteiras e suspensão de voos durante o surto de Ébola.
 

Porém, os especialistas rejeitaram as sugestões para que as emergências de saúde globais sejam assumidas por outra agência da ONU ou por um organismo novo a criar.
 

Ao contrário, apelaram a um maior investimento na OMS, pedindo, nomeadamente, 92 milhões de euros para o fundo de emergência e cinco por cento de aumento nas contribuições regulares dos Estados-membros.
 

O painel defende que “a OMS precisa de fazer mudanças substanciais, particularmente nos processos de liderança e tomada de decisões”, mas reconhece que a falta de fundos coloca a organização em “séria desvantagem”.
 

Os peritos recomendam a criação de um novo centro de emergências para responder e lidar com crises globais e apoiam o aumento de equipas de resposta rápida.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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